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Abstract(s)
A Doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa com um forte impacto fisiológico, psicológico e social, cuja prevalência tem aumentado nos últimos anos, devido ao envelhecimento populacional.
Os seus mecanismos patogénicos têm sido alvo de inúmeras investigações e, apesar de ainda não estarem totalmente esclarecidos, julga-se que a inflamação sistémica possa ter um papel fundamental na instalação e progressão desta doença.
A periodontite, para além das suas manifestações na cavidade oral, causa um aumento sistémico dos níveis de citoquinas inflamatórias – como a interleucina 1β, a interleucina 6 e o fator de necrose tumoral α –, que possuem a capacidade de atingir o cérebro e induzir processos degenerativos, que levam ao declínio cognitivo e à diminuição da função neuronal.
Deste modo, a periodontite apresenta-se como um fator de risco modificável para a Doença de Alzheimer, acelerando a sua progressão, pelo que devem ser aplicadas medidas de prevenção e tratamentos adequados, minimizando os efeitos pejorativos.
Contudo, são necessários mais estudos clínicos e investigações científicas que comprovem esta associação e que esclareçam quais os mecanismos exatos de correlação entre as duas doenças, para que seja possível instituir uma terapêutica segura e eficaz.
Description
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Keywords
Doença de Alzheimer Periodontite Neurodegeneração Inflamação sistémica
