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Adaptação cultural e validação do Dual-Task Impact on Daily-Living Activities Questionnaire (DIDA-Q) para a realidade portuguesa, na população com Esclerose Múltipla

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Resumo(s)

Introdução: As atividades da vida diária (AVD’s) exigem frequentemente a execução de dupla tarefa (DT), o que pode representar um desafio adicional, associado a uma fadiga motora e cognitiva maior, diminuição da funcionalidade e aumento do risco de queda. A maior parte dos estudos realizados, decorrem no contexto clínico, o que limita a compreensão real do impacto da DT no quotidiano. Assim, instrumentos de autorrelato (PROMs), são fundamentais por integrarem a perceção individual dos efeitos da DT na avaliação. Entre os instrumentos existentes, o Dual-Task Impact on Daily-living Activities Questionnaire (DIDA-Q) validado para indivíduos com Esclerose Múltipla (EM), destaca-se pelas suas robustas propriedades psicométricas. O presente estudo teve como objetivo traduzir e adaptar culturalmente o DIDA Q para a população portuguesa e avaliar as suas propriedades psicométricas. Método: A adaptação cultural seguiu as Guidelines for the Process of Cross-Cultural Adaptation of Self Report Measures propostas por Beaton et al. (2000). O processo incluiu a tradução e retrotradução feita por tradutores que obedeceram às características recomendadas, e a avaliação da validade de conteúdo por um painel de 11 peritos com perfis heterogéneos e realização de um pré-teste numa amostra da população alvo (n = 30). Posteriormente, foram avaliadas a consistência interna e a fiabilidade teste–reteste. Resultados: O DIDA-Q apresentou uma excelente validade de conteúdo, com um S-IVC global de 0,99 e I-IVC superiores a 0,91 para todos os itens. Mostrou uma elevada consistência interna com α de Cronbach = 0,931. A dimensão de interferência motora-motora (IMM), revelou uma consistência interna excelente (α = 0,930), e a dimensão de interferência cognitiva-motora (ICM) muito boa (α = 0,849). A fiabilidade teste–reteste, avaliada num intervalo de 10 a 25 dias (média = 18,57 dias), evidenciou valores de Kappa entre 0,475 (moderado) e 0,941 (quase perfeito). Apresentou um ICC de 0,972 (IC 95% = 0,943–0,987), indicando excelente fiabilidade. A dimensão IMM obteve um ICC de 0,976 (IC 95% = 0,949–0,989; p < 0,001) e a dimensão ICM um ICC de 0,946 (IC 95% = 0,889 0,974; p < 0,001), confirmando fiabilidade muito elevada em ambas as dimensões. Discussão: A versão portuguesa demonstrou adequada equivalência cultural, e obteve bons resultados na validação das propriedades psicométricas propostas sem necessidade de revisões adicionais. Os resultados corroboram os reportados pelo estudo da versão original, reforçando a validade do DIDA-Q. Conclusão: A versão portuguesa do DIDA-Q mostrou equivalência à versão original, sendo uma ferramenta válida e fiável para caracterizar o impacto percecionado da DT no desempenho das AVD’s em pessoas com EM, podendo ser utilizada na prática clínica e na investigação científica.

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Palavras-chave

Dupla tarefa PROM Esclerose múltipla DIDA-Q

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