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Authors
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Abstract(s)
Trabalhar por turnos constitui uma prática cada vez mais comum em setores essenciais como a
saúde, segurança, transportes e indústria. Ainda assim, esta situação laboral levanta importantes
questões relativamente ao seu impacto no bem-estar dos trabalhadores. O presente estudo teve
como objetivo analisar de que forma o trabalho por turnos se relaciona com o bem-estar físico
e psicológico, considerando ainda variáveis sociodemográficas como idade, género, estado civil
e parentalidade. O estudo contou com 211 participantes, onde foram incluídos os questionários
Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36v2) e o Questionário Geral
de Bem-Estar Psicológico– Versão Reduzida (QGBEP-R). Os resultados revelaram que os
trabalhadores por turnos apresentam níveis mais baixos de bem-estar psicológico e físico do que
quem não trabalha por turnos. Foi ainda identificado o efeito moderador da idade e do número
de filhos, sendo o impacto negativo do trabalho por turnos mais expressivo em pessoas mais
jovens ou com menos filhos. Não foi possível verificar diferenças significativas em função do
género ou do estado relacional. Estes dados apontam para o impacto negativo do trabalho por
turnos, tanto no bem-estar físico como psicológico dos trabalhadores, com incidência particular
em subgrupos específicos. Estes resultados reforçam a necessidade de estratégias
organizacionais e políticas de saúde ocupacional que promovam condições laborais mais
equilibradas e minimizem os riscos psicossociais associados a este regime laboral
