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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A política social de velhice reflete, na atualidade, as tensões entre um Estado
interventor, que tutela e promove o crescimento da produção de serviços permitindo a
idosos frágeis ou dependentes de permanecerem no seu quadro de vida, e um Estado
que se desimplica e tende a realçar o papel da família. É neste contexto que cresceram
os Serviços de Apoio Domiciliário, em Portugal onde o familiaslimo é reputado como
importante. Daí o nosso interesse na seguinte pergunta: como coexistem os cuidadores
familiares e os cuidadores institucionais ou profissionais? Será que a família, outrora
principal prestadora de cuidados aos mais velhos tende a ser substituída pelos
cuidadores institucionais? Ou será que uma relação de complementaridade se estabelece
ou pode estabelecer-se entre os dois tipos de cuidadores? Para tentar responder a esta
questão, procuramos perspetivar a relação entre saúde e envelhecimento, perceber
porque é que a família perdeu boa parte do seu papel de cuidadora na velhice e,
finalmente analisar, em vários planos, a interação entre cuidados familiares e
institucionais. Acabamos com a apresentação do estudo empírico que desenvolvemos
sobre este tema no quadro de uma instituição prestadora deste tipo de serviço em que
trabalhámos e que nos permitiu identificar importantes sinais de uma lógica de
substituição dos cuidadores familiares pelos institucionais a par, todavia, com a lógica
de complementaridade entre os dois tipos de cuidados.
Descrição
Palavras-chave
Pessoas idosas Serviço de apoio domiciliário Cuidadores institucionais Cuidadores familiares
