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Preparação de membranas eletrofiadas para regeneração da pele

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Resumo(s)

O objetivo principal do presente estudo prende-se com a preparação e caracterização de membranas fibrosas, poliméricas, produzidas por electrospinning, para aplicação em regeneração da pele.Mais especificamente, foram produzidos três tipos de membranas poliméricas: membranas produzidas apenas com policaprolactona, designadas Tipo I, membranas compósitas, produzidas com uma mistura de policaprolactona e acetato de celulose (percentagem mássica de policaprolactona de 78%), designadas Tipo II, e membranas assimétricas, com uma camada base constituída apenas por policaprolactona e a segunda camada pela mistura policaprolactona e acetato de celulose previamente referida, designadas Tipo III.Estas matrizes destinam-se não só a proteger a ferida, mas também devem favorecer a regeneração da pele, bem como evitar processos de infeção bacteriana por via da libertação de um fármaco antimicrobiano – o diacetato de clorexidina, incorporado nas membranas assimétricas (Tipo III).Depois de preparadas, as matrizes foram caraterizadas a nível físico-químico, morfológico, térmico e biológico. Para tal foram usadas técnicas como a Espetroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier com Reflexão Total Atenuada (FTIR-ATR), a Análise Termogravimétrica (TGA), e foram realizados estudos de medição de ângulos de contacto dinâmicos, de determinação da capacidade de absorção de água (swelling), de degradação em meio aquoso e por fim estudos de libertação do diacetato de clorexidina. No que respeita a estudos de carácter biológico, foi também avaliada a citocompatibilidade das matrizes poliméricas bem como a sua atividade antimicrobiana com recurso a duas estirpes distintas de bactérias (E. coli e S. aureus).A análise de FTIR-ATR comprovou a presença dos polímeros e as suas bandas características. Na análise termogravimétrica verificou-se que as membranas são termicamente estáveis. Os testes de ângulo de contacto indicaram um perfil hidrofóbico de todas as membranas. A avaliação da capacidade de absorção indicou que o volume das membranas não variou significativamente. Os estudos de perda de massa indicaram que as membranas são estáveis e não sofrem grandes perdas de material. Os estudos de atividade antimicrobiana mostraram, como esperado, que o fármaco inibiu a colonização das bactérias E. coli e S. aureus. Os testes de biocompatibilidade indicaram que as membranas são biocompatíveis. Por fim, nos estudos de libertação verificou-se que é possível libertar quase a totalidade de fármaco incorporado na membrana e existe uma predominância desta libertação nas primeiras 48 horas. O presente estudo demonstrou que as membranas produzidas pelo processo de electrospinning possuem as propriedades adequadas para serem aplicadas em feridas cutâneas

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Palavras-chave

Biocompatibilidade Electrospinning Membrana Policaprolactona Regeneração de tecido

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