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As dificuldades de conciliação entre esferas decorrem em grande parte da persistência dos estereótipos de género na sociedade, reproduzidas pelas instituições e pelos próprios indivíduos, através de comportamentos e atitudes que obedecem à divisão dos indivíduos de acordo com a associação de caraterísticas típicas em função do género.
No nosso estudo, pretendemos analisar políticas e práticas no âmbito da conciliação levadas a cabo por uma organização privada e uma organização pública, no sentido de analisar semelhanças e divergências na gestão dos múltiplos papéis entre os dois setores. Procuramos, então, entender até que ponto nos encontramos perante organizações que investem em políticas pró-família, ou se por oposição, a gestão da vida profissional e familiar continua a ser feita maioritariamente sob uma ideologia assente na sociedade providência. Assim sendo, os subtemas deste estudo, a estereotipia de género como origem das dificuldades de conciliação, fatores que dificultam a conciliação, práticas e medidas de conciliação levadas a cabo pelas organizações, perceções acerca da cultura organizacional e estilo de liderança no que concerne à presente temática, são explorados sob uma análise comparativa entre setor privado e setor público.
O presente estudo foi efetuado com recurso a entrevistas semiestruturadas junto de 34 colaboradores de 4 organizações, duas do setor privado e duas do setor público. De modo geral, os resultados obtidos permitem a extração das seguintes conclusões: (1) a questão da conciliação entre trabalho e família encontra-se ainda pouco desenvolvida no contexto das empresas participantes; (2) o horário de trabalho assume-se como um dos principais fatores que dificultam a conciliação; (3) insatisfação no trabalho transversal a todos os participantes, tanto no setor privado como no setor público.
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Keywords
Políticas de Conciliação Setor Privado Setor Público Estereótipos de Género Cultura Organizacional
