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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação tem como objetivo analisar o efeito das controvérsias ESG (Environmental,
Social and Governance) e da diversidade de género nos Conselhos de Administração na
performance das empresas do setor alimentar, bem como o efeito moderador da diversidade
de género na relação entre as controvérsias ESG e a performance. Para o efeito, recorreu-se
a uma amostra de 184 empresas cotadas, distribuídas por diversos continentes, no período
compreendido entre 2014 e 2023. A performance foi avaliada através do Q-Tobin,
Rendibilidade do ativo e Rendibilidade do Capital Próprio. As variáveis explicativas de
interesse foram o índice de controvérsias ESG e a diversidade de género nos Conselhos de
Administração, sendo incluídas variáveis de controlo como a dimensão da empresa, a
autonomia financeira, o PIB per capita e a taxa de inflação. Para testar as hipóteses
formuladas, foi utilizada a metodologia de dados em painel, através do modelo Generalized
Method of Moments System (GMM-system), proposto por Blundell & Bond (1998).
Os resultados obtidos revelam que a ausência de controvérsias ESG tem impacto positivo
sobre o ROE e o QT, traduzindo maior confiança de acionistas e investidores, mas apresenta
efeito negativo no ROA, refletindo custos operacionais acrescidos associados à
implementação de práticas ESG. A diversidade de género mostrou um efeito positivo e
significativo no ROA, mas negativo no ROE e no QT, sugerindo que conselhos mais diversos
promovem maior eficiência interna, mas podem ser percecionados com cautela pelo
mercado. Adicionalmente, constatou-se que a diversidade de género modera a relação entre
controvérsias ESG e performance, mitigando os efeitos negativos sobre o ROA, e acentuaos sobre o ROE e o QT.
Descrição
Palavras-chave
Performance ESG Controvérsias Diversidade de género Setor alimentar
