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A historiografia portuguesa do século XVI apresenta numerosas descrições de batalhas que
favorecem a emersão do ideal do general-soldado, figura que remonta à épica homérica. A entrada em cena dogeneral-soldado ou do capitão-soldado segue um guião bem estabelecido: cumprindo as suas funções de lídermilitar, quer nos preliminares, quer durante a batalha, o capitão irrompe por entre os soldados, proferindo uma ou várias exortações, procurando avivar nas tropas a disposição para a luta. Em seguida, qual soldado, arrebatando um escudo ou uma lança, é o primeiro a arrostar com o inimigo, ato que tem por objeto arrastar os soldados duvidosos para o combate. De todos os tipos de arengas, geralmente é a epipolesis que, levada a cabo a pé, a cavalo ou a bordo de uma pequena embarcação, é proferida nestas circunstâncias, desde logo porque é um discurso, salvo exceções, autorizado apenas aos capitães e que melhor vinca o heroísmo do herói e o dramatismo da batalha.
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Historiografia portuguesa século XVI capitão-soldado epipolesis
