Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

Intervenção do enfermeiro de saúde mental na pessoa em risco de luto complicado

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
Relatorio Andrea Bidarra.pdf8.37 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

As doenças prolongadas estão associadas a perdas nos doentes/familiares, conduzindo a processos de luto por vezes complicados, importa diagnosticar precocemente, para uma intervenção de ajuda pertinente. A evidência científica expressa a relação entre a oncologia e a manifestação de doença mental. Cabe ao Enfermeiro em Saúde Mental estar desperto para situações de perdas decorrentes da doença, que possam conduzir a alterações da saúde mental. O presente relatório visa corresponder à exposição e análise do estágio realizado. Pretendeu-se explorar as situações de crise e perdas inerentes à doença mental, desenvolvendo intervenções de cariz psicoterapêutico, adquirindo competências para o acompanhamento de pessoas em luto - risco de luto complicado (transpondo-as para a minha prática). Procurou-se: avaliar a importância da intervenção especializada; prestar cuidados especializados, particularmente em clientes em crise (abordagem face à perda); analisar situações decorrentes do processo de luto, desenvolver intervenções capazes de dar resposta às necessidades. A natureza emocional dos cuidados e a particularidade dos contextos determina um cenário complexo, o recurso a diversas teorias de enfermagem permitiram enfatizar o papel da relação enfermeiro-doente. Nas opções metodológicas optou-se pela abordagem qualitativa sustentando-me no processo reflexivo e de análise de interacções. Como instrumentos de colheita de dados - percepção dos fenómenos / identificação de necessidades – recorri à observação, à entrevista – assente nos princípios da relação de ajuda, ao processo do utente, às informações disponibilizadas pelos profissionais. Recorri a intervenções psicoterapêuticas como: a relação terapêutica, o relaxamento, a imaginação guiada, actividades promotoras de expressão vivencial e ventilação emocional (individuais e em grupo). A perda foi valorizada como psico-emocional, a doença surge associada à dor/sofrimento, há alterações do “eu” interno, a etapa por excelência apresentada refere-se à negação – depressão, existindo oscilação, as necessidades primordiais dão relevo às dificuldades comunicacionais, de expressão vivencial/emocional, dificuldade no delinear estratégias. Nos sentimentos presentes sobressai o medo, a incerteza e a impotência, os recursos internos são marcados pela negação e fuga. Foi evidenciada a importância do acompanhamento do cuidador principal, a presença de sexo masculino teve relevo, caracterizam-se por uma população adulta-idosa. Valorização da dimensão emocional/relacional do cuidar. O percurso permitiu-me a análise / confrontação com a minha experiencia emocional – sofrimento profissional, percepção de limites, dificuldades, sentimentos, do eu na relação com o outro. O trabalho multidisciplinar foi fundamental, demarcando-se o papel que o Enfermeiro Especialista pode desenvolver.

Descrição

Mestrado, Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, 2012, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Palavras-chave

Enfermagem psiquiátrica Saúde mental Perda Luto Relações enfermeiro-doente Psicoterapia Desenvolvimento profissional

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

[s.n.]

Licença CC