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O império da periferia marítima

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Quando uma multimilenária potência continental expressa a vontade em transformar-se numa potência marítima, o mundo geopolítico reage com natural apreensão. Partindo desse cenário, este artigo discute a importância estratégica do novo poder naval chinês. A China dispõe, finalmente, das condições para transformar recursos económicos em poder estratégico. O período unipolar será, tudo o indica, remetido para os livros de história. Os próximos anos serão marcados por uma maior competição entre as duas grandes potências mundiais – EUA e China. Esta terá enveredado por uma postura assertiva no plano internacional, em parte baseada na reencontrada pujança das suas forças armadas, objeto de um ambicioso programa de modernização. Mas será que a China quer comprometer o investimento realizado nas últimas décadas na pacificação das relações com os seus vizinhos? Em suma, a China transformou-se num “Estado anfíbio”. Ao dominar as plataformas continental e marítima, será capaz de afirmar-se como potência hegemónica na região da Ásia-Pacífico. Uma nova ordem asiática pode estar a caminho.

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Palavras-chave

Poder naval Poder Hegemonia Estratégia Ásia Pacífico China EUA

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