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Os desafios futuros que se colocam à democracia são tão graves que os cientistas políticos têm dificuldade (e coragem) em identificar com clareza o que vai acontecer nas próximas décadas. De facto, quando os termos “democracia” e “inimigo” são utilizados na mesma frase existe uma tendência natural, por parte daqueles que vivem nas sociedades democráticas do Ocidente, em procurar a fonte de todos os problemas fora da chamada “bolha democrática” ocidental. Ou seja, os “inimigos democráticos” – os nossos próprios inimigos – são criaturas mitológicas que vivem num horizonte longínquo. Na atualidade, esta linha de pensamento tem sido visível em torno do debate sobre a luta da democracia contra os seus “inimigos externos”. Esta asserção não é inédita, nem recente. Durante o período da Guerra-Fria fomentou-se a ideia de que a democracia estava em “guerra” com o comunismo e, antes disso, com o nacional-socialismo e fascismo. Recentemente, estes “inimigos externos” ganharam uma nova dimensão com a emergência do autoritarismo mundial, do terrorismo internacional, do extremismo religioso e do fundamentalismo islâmico. O problema é que esta asserção está errada. Ou, pelo menos, não está totalmente correta. Concretamente, segundo o argumento explanado neste artigo, a democracia é, em certa medida, a sua pior inimiga. Porquê? Porque a maioria das questões que estão hoje em dia a ser debatidas resultam de um elevado grau de inépcia, apatia, alheamento e desinteresse por parte das democracias liberais.
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Política internacional Democracia Liberalismo Perspectivas
