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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Vivemos numa época em que não é suficiente dominar a ciência ou a
técnica, sendo essencial humanizarmos a forma como o fazemos. A enfermagem
enquanto essência de cuidar tem por base a relação e a interação com o outro,
permitindo o crescimento mútuo, sendo para isso indispensável cuidar o doente no
âmbito da sua família e do seu meio envolvente.
Perante a inquietação com a questão da amputação, suas implicações e
sentimentos despoletados na pessoa que experiência uma transição para a
deficiência no contexto de uma doença crónica, realizou-se este estudo com o
objetivo de melhor compreender esse fenómeno. A revisão bibliográfica permitiu
aprofundar conhecimentos sobre a patologia e a repercussão desta no doente e na
família. Foram realizadas dez entrevistas com doentes submetidos a amputação,
para tentar compreender como percecionam e lidam com esta situação de crise.
Através da análise dos discursos dos doentes tentou-se perceber os seus
significados, a partir da experiência de quem os vivência, que foram expressos sob
a forma de categorias. Desta forma, foi possível desvendar algumas facetas do
fenómeno amputação, sob um referencial fenomenológico, e compreender como o
doente amputado faz uma transição deste tipo. Outro aspeto a aprofundar foi o
reconhecimento dado ao enfermeiro especialista em reabilitação neste processo de
transição, no qual se preconiza a reintegração da pessoa na sociedade da forma
mais adaptada possível. Estes profissionais na sua interação com o doente e
família motivam novos conhecimentos, estratégias e recursos que se pretendem
facilitadores da transição saúde/ doença, sendo vistos como uma mais-valia na sua
reabilitação.
Para uma melhor perceção dos dados recolhidos e mais fácil interpretação,
seguimos a lógica do Modelo de Transições em Enfermagem de Meleis.
Constatamos que o facto de vivenciarem uma doença crónica acompanhada
de sofrimento intenso faz com que o doente perceba e aceite melhor o desfecho do
tratamento numa amputação. A evidência demonstra que uma vez instalada a
doença arterial, o prognóstico é mau a curto/ médio prazo e que a prevenção/
controlo dos fatores de risco será, sem dúvida, a aposta a considerar. No entanto,
podemos verificar que adesão dos doentes a este facto é muito baixa. O doente
experiência sentimentos contraditórios ao longo da transição que só se percebem
no enquadramento de quem vivência uma amputação. A família funciona como
porto de abrigo ao longo da transição, necessitando também ela de atenção dos
cuidados de enfermagem.
Descrição
Palavras-chave
Doença crónica Amputação Enfermeiro de reabilitação
