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As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morte em Portugal, das quais fazem parte a doença coronária. Trata-se de uma doença crónica com um regime terapêutico complexo, cujo carácter por vezes assintomático compromete a adesão terapêutica. Neste cenário, a pessoa com doença coronária tem que desenvolver competências de autogestão e o enfermeiro desempenha um papel determinante neste domínio.
O presente estudo tem como principal objetivo conhecer o processo de autogestão da pessoa com doença coronária. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e correlacional. Participaram 46 pessoas com diagnóstico de doença coronária, seguidas em duas instituições hospitalares da região norte de Portugal. Como instrumentos de avaliação foram utilizados a Escala de Competência Percebida, o Questionário de Autorregulação, o Questionário de Perceção do Ambiente Terapêutico, a Escala de Suporte Social e a Escala de Adesão aos Medicamentos.
Os resultados sugerem que os participantes se sentem autónomos e competentes na gestão da sua doença, percecionam o ambiente terapêutico como estimulador da autonomia e percecionam um suporte social globalmente positivo. Os participantes apresentam também uma elevada adesão ao regime medicamentoso, apresentando, no entanto, algumas dificuldades no cumprimento de alguns aspetos do regime não medicamentoso, nomeadamente a nível da prática do exercício físico, redução do stresse e regime alimentar. Foram encontradas associações entre as variáveis motivacionais, o suporte social e adesão ao regime terapêutico, confirmando resultados de estudos prévios com pessoas portadoras de vários tipos de patologia crónica. Verificou-se que a adesão ao regime medicamentoso é tanto maior quanto maior for a competência percebida. Por sua vez, a adesão ao regime não medicamentoso é tanto mais elevada quanto maior for a autonomia, a competência percebida e a perceção de suporte social.
Um resultado interessante que emergiu neste estudo foi que os doentes seguidos em consulta de enfermagem quando comparados com os participantes que eram apenas seguidos em consulta médica, apresentaram uma maior adesão ao regime não medicamentoso, uma maior competência percebida e uma maior perceção do ambiente terapêutico como facilitador da autonomia para a autogestão.
Concluímos assim que as intervenções de enfermagem são importantes na promoção da autogestão das pessoas com doença coronária, principalmente se centradas na promoção da competência percebida, da motivação autónoma e do suporte social.
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Keywords
Doença coronária Autogestão Autonomia Autodeterminação
