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Desenvolvimento de uma metodologia para avaliação da vulnerabillidade ao petróleo dos países importadores líquidos na união europeia

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Abstract(s)

Este trabalho propõe um indicador global de performance dos países importadores líquidos de petróleo em termos de segurança energética, com base no uso da metodologia Data Envelopment Analysis (DEA). Os fatores de avaliação escolhidos para esse efeito são o Produto Interno Bruto (PIB) per capita corrigido pela paridade do poder de compra e as reservas estratégicas de petróleo (ambos a maximizar), vistos como outputs controláveis; o preço Cost Insurence and Freight (CIF) das importações de petróleo, considerado como input não controlável; o peso do crude no energy mix, como input controlável; e uma adaptação do índice de Shannon-Wiener (como medida da diversidade dos fornecedores de petróleo de cada país importador), como input indesejável (considerando a racionalidade de quanto maior o seu valor, melhor). Neste contexto, foram selecionados quinze países importadores líquidos de petróleo da UE, juntamente com o Reino Unido, tendo em consideração o período que decorreu de 2013 e 2014 e de 2014 a 2019. O desempenho cada país foi avaliado através de um modelo DEA não radial e não orientado, o Weighted Russel Directional Distance Model (WRDDM). Por outro lado, foi também efetuada uma análise de robustez aos resultados obtidos, bem como uma análise da variação da produtividade do indicador proposto. Os resultados obtidos mostram que a Eslováquia, a República Checa e a Suécia apresentaram os melhores desempenhos, devido ao facto destes países apresentarem um peso reduzido do petróleo no energy mix. Em oposição, a Polónia e a Hungria obtiveram sempre os piores desempenhos, essencialmente devido à escassa diversidade de fornecedores de petróleo. Não obstante, de acordo com a análise de produtividade efetuada, os países com os piores scores de eficiência, foram os que registaram maiores níveis de progresso tecnológico devido à melhoria do índice de Shannon-Wiener. A análise de sensibilidade realizada demonstrou que a classificação da Eslováquia é pouco robusta, na medida em que é muito sensível à perturbação dos valores dos fatores de avaliação. Finalmente, é de notar que a Suécia foi o único país robustamente eficiente em todos os cenários de perturbação dos fatores de avaliação e anos considerados

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Segurança energética Scores de eficiência Petróleo PIB per capita corrigido pela paridade do poder de compra Reservas estratégicas Energy mix índice de Shannon-Wiener

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