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Abstract(s)
Atualmente deparamo-nos com um aumento significativo das doenças oncológicas, muitas vezes associadas a esquemas terapêuticos complexos e que acarretam novas exigências e necessidades por parte dos doentes oncológicos.
A presente dissertação de mestrado encontra-se inserida no projeto intitulado iGestSaúde, em desenvolvimento na Escola Superior de Enfermagem do Porto, em parceria com a Escola Superior de Saúde de Santa Maria, a Universidade Fernando Pessoa e a Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa.
O projeto iGestSaúde tem como principal objetivo desenvolver uma aplicação informática, de suporte à autogestão da doença crónica, sendo que numa primeira fase encontra-se direcionado para o desenvolvimento do módulo “Quimioterapia”.
Este trabalho de investigação pretende ser um contributo para o desenvolvimento deste projeto e tem como principal objetivo desenvolver e validar um conjunto de orientações terapêuticas de suporte à autogestão de sintomas, na pessoa em tratamento de quimioterapia em ambulatório. Na impossibilidade de abordar nesta dissertação todos os sintomas adversos da quimioterapia, optou-se por trabalhar a autogestão dos sintomas náusea/vómito e mucosite. Estes sintomas assumem especial pertinência uma vez que se constata cada vez mais que estes efeitos adversos acarretam consequências para o bem-estar e qualidade de vida dos doentes oncológicos.
Relativamente à metodologia adotada nesta dissertação foram realizados dois estudos. No primeiro estudo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura de estudos publicados entre janeiro de 2008 e março de 2018, nas bases de dados CINAHL e MEDLINE, através da plataforma EBSCO host e recorreu-se também à utilização de literatura cinzenta. Teve como principais objetivos: identificar as orientações terapêuticas não farmacológicas de suporte à autogestão dos sintomas náusea/vómito e mucosite associados ao tratamento de quimioterapia e organizá-las de acordo com dois níveis de intervenção ao nível do autocuidado: prevenção e tratamento.
No segundo estudo, recorreu-se ao método Delphi com os objetivos de consensualizar as orientações terapêuticas identificadas e os dois níveis de intervenção do autocuidado definidos no primeiro estudo. Para a sua realização recorreu-se à análise por um grupo de peritos detentores de conhecimento e experiência na área em estudo.
Os resultados obtidos nesta investigação vão de encontro a capacitação dos doentes oncológicos para melhor autogerirem os sintomas náusea/vómito e mucosite.
Consideramos que a obtenção de ganhos ao nível da autogestão por parte destes doentes, acarretará uma menor dependência no seu autocuidado, possibilitará uma melhor adesão ao seu tratamento de quimioterapia e facilitará todo o decurso de transição saúde-doença que poderão estar a vivenciar.
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Doença oncológica Gestão de sintomas
