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Uma PresidĂȘncia Portuguesa da Assembleia Geral da ONU

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Resumo(s)

Este artigo descreve os passos que conduziram Ă  escolha do candidato portuguĂȘs como representante do grupo ocidental na eleição para a presidĂȘncia da Assembleia Geral das N.U. em 1995. O cargo configurava um desafio especialmente relevante por coincidir com o 50Âș aniversĂĄrio da Organização. Em seguida dĂĄ a conhecer as problemĂĄticas mais significativas que teve de gerir ou acompanhar, num estilo da mais rigorosa imparcialidade, mesmo quando estavam em jogo interesses de Portugal ou dos seus aliados. Destaca os conflitos de interesses entre paĂ­ses ricos e pobres, critica a arrogĂąncia dos EUA e dos seus representantes, e enuncia as dificuldades que o Direito Internacional encontra para se afirmar. Por fim, refere-se Ă s circunstĂąncias em que a ambicionada reforma das N.U. foi interrompida na Primavera de 1996. No essencial, tratou-se duma desinteligĂȘncia de fundo entre os EUA que queriam uma espĂ©cie de reforma, o Terceiro Mundo que queria outra, e a UE que, por nĂŁo se ter nunca interessado verdadeiramente pelo assunto, nĂŁo chegou a apresentar qualquer proposta.

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Palavras-chave

Direito internacional Unilateralismo PaĂ­ses desenvolvidos PaĂ­ses subdesenvolvidos Reforma PresidĂȘncia ONU Portugal EUA

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