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A qualidade dos cuidados de enfermagem em Timor-Leste

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A qualidade dos cuidados de enfermagem tornou-se uma questão intemporal e um fenómeno de crescente interesse nas organizações de saúde que, para além da importância que tem para a instituição e utente, deve ter uma importância máxima para o prestador de cuidados. Este estudo tem como finalidade contribuir para a promover a qualidade dos cuidados de Enfermagem e para o desenvolvimento do sistema de educação em Timor-Leste. Partimos da problematização dos cuidados, sustentado no conhecimento e experiência de Portugal, pelo que deliniamos como objetivos: traduzir e adaptar culturalmente a “Escala de Percepção das atividades de Enfermagem que contribuem para a qualidade de cuidados” (EPAECQC) para Tétum1; Identificar o perfil de cuidados em Timorenses a partir da opinião dos enfermeiros que prestam cuidados; Analisar a opinião dos enfermeiros face a intervenções que garantem qualidade; Descrever os cuidados de enfermagem mais frequentes; Descrever necessidades de formação dos enfermeiros Timorenses. O estudo foi desenvolvido no paradigma quantitativo de natureza exploratório e descritivo iniciando-se com uma fase metodológica para adaptação culturalmente dos instrumentos a utilizar. A amostragem foi composta por 226 enfermeiros a partir de uma amostragem intencional, desenvolvida em dois hospitais e dois centros de saúde. O instrumento de colheita de dados foi um questionário de autopreenchimento e foram garantidos as condições éticas e consentimentos das instituições e participantes. Verificamos que o nível de formação académica dos enfermeiros, na sua maioria são de nível SPK2 (54%), e os de nível Ensino Superior (46%). Dos resultados salienta-se que, em relação aos Padrões de Qualidade e considerando que a qualidade se deveria situar com as maiores frequências no sempre, que menos de metade da amostra considera que se preocupam sempre com a satisfação do cliente, acrescendo referir que apenas (19,5%), procuram constantemente empatia nas interações com o cliente (Doente/família); sobre a promoção da saúde, valores ainda são mais baixos sendo que apenas (31%) aproveitam o internamento para promover estilos de vida saudáveis; a prevenção de complicações situa-se também em valores baixos sendo que o valor mais elevado é nos que dizem sempre no que concerne à demonstração de rigor técnico / científico na implementação das intervenções de enfermagem (40,7%); O bem-estar e o autocuidado situa-se nas frequências próximas de (25%) apenas, contudo a referência a situações problemáticas identificadas que contribuam para aumentar o bem-estar e a realização das atividades de vida dos clientes e demonstração de responsabilidade pelas decisões que tomam, pelos atos que praticam passa para apenas (38,5%); a readaptação funcional tem uma grande variação sendo o valor mais elevado, (44,2%) para a continuidade na prestação de cuidados, por ultimo, a organização dos cuidados de enfermagem regista valores das frequências a abaixo dos (5%) o que demostra na globalidade uma grande necessidade de melhoria de cuidados. Verificamos ainda que há diferenças significativas entre a opinião dos enfermeiros com formação superior e os outros, sobre a qualidade de cuidados e frequência da sua realização, mas não ocorre da mesma forma em todos os hospitais.

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Gestão em enfermagem Qualidade dos cuidados de enfermagem

Pedagogical Context

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