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Advisor(s)
Abstract(s)
Em Portugal o envelhecimento populacional é uma realidade que se tem vindo a agravar, consequência do aumento da esperança de vida e diminuição da natalidade, reflectindo-se num crescente número de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), prevendo-se uma evolução negativa nas próximas décadas. O aparecimento súbito desta patologia que apresenta consequências a nível da independência da pessoa, origina modificações consideráveis na dinâmica familiar. O doente, temporariamente ou definitivamente, deixa de conseguir satisfazer as suas necessidades humanas básicas de forma independente, pelo que se torna essencial a intervenção especializada por parte do enfermeiro de reabilitação, visando a melhoria da qualidade de vida da pessoa e respectiva família, promovendo a sua autonomia e ajudando-a na adaptação à nova realidade com a máxima satisfação.
Por todo o impacto que esta patologia tem na sociedade actual e considerando a minha experiência clínica, esta problemática constituiu um foco de interesse, particularmente os distúrbios da comunicação e linguagem - uma consequência frequente do AVC. Devido aos limitados estudos realizados, decidi desenvolver esta temática, definindo como objectivo central a desenvolver no estágio compreender o papel do EER nos cuidados à pessoa com lesão neurológica com alterações a nível da comunicação e da linguagem, e sua família, em contexto hospitalar.
Neste contexto, constituiu-se como fundamental a compreensão das principais dificuldades enfrentadas no internamento pela pessoa com alterações da comunicação/linguagem e família, em especial as que se prendem com a satisfação das necessidades humanas básicas. Esta compreensão, bem como a correcta avaliação das mesmas e a adequação de estratégias de intervenção, das quais se destaca a centralidade do doente na realização e implementação do plano de cuidados, permitirão uma intervenção o mais adequada possível à máxima satisfação do doente e família. A comunicação é assumida como uma capacidade inata, contudo, quando nos deparamos com pessoas com alterações da comunicação a nossa intervenção nem sempre a prioriza como objecto de cuidados específicos. A escassa literatura sobre esta temática, por parte dos enfermeiros,demonstra que é um tema a desenvolver e que, apesar de grande parte identificar défice de conhecimentos sobre estratégias a utilizar para que os cuidados sejam personalizados e dirigidos, aderem facilmente aos instrumentos de comunicação alternativa que lhe são apresentados.
Description
Mestrado, Enfermagem de Reabilitação, 2013, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Keywords
Enfermagem em reabilitação Acidente vascular cerebral Necessidades humanas Distúrbios da linguagem Família Qualidade de vida Autonomia do doente
