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A Supervisão Clínica em Enfermagem (SCE) está intimamente relacionada com a garantia da qualidade e segurança dos cuidados, constituindo uma ferramenta imprescindível no desenvolvimento pessoal e profissional dos enfermeiros, redução dos níveis de ansiedade e stresse dos profissionais, prevenção do burnout e desenvolvimento de competências, aumentando a satisfação profissional.
Anualmente são registadas cerca de 37.3 milhões de quedas graves com necessidade de tratamento. Estas representam a segunda causa de morte acidental em todo o mundo, constituindo uma clara ameaça à segurança dos clientes. Torna-se assim imperativo a criação de estratégias que visem a sua prevenção e minimização das lesões associadas.
Decorrendo da necessidade de promover a qualidade e consequente segurança dos cuidados de enfermagem, surge o projeto “Supervisão Clínica para a Segurança e Qualidade dos Cuidados” (C-S2AFECARE-Q). Numa primeira fase, Lamas (2012) identificou algumas necessidades por parte dos enfermeiros no que respeita ao cumprimento do protocolo de prevenção de quedas (PPRQ) em vigor no Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) e na utilização da Escala de Quedas de Morse (EQM). Posteriormente, no âmbito da operacionalização do modelo de supervisão clínica em enfermagem contextualizado (MSCEC), foram implementadas sessões de SCE (individuais e em grupo) e disponibilizado o Manual de Utilização da Escala de Quedas de Morse (MUEQM). Este estudo insere-se no âmbito do projeto (C-S2AFECARE-Q) representando uma parte estruturante da terceira fase do mesmo, com o objetivo final de avaliar o impacto da aplicação/operacionalização do MSCEC, no que se refere à avaliação do risco de queda.
Desenvolvemos um estudo alicerçado no paradigma positivista, com abordagem quantitativa, de carácter descritivo-correlacional e de natureza transversal. À semelhança do desenho de Lamas (2012), recorremos a uma amostragem não probabilística por conveniência, tendo sido selecionados 132 clientes internados no serviço de Medicina Interna do CHMA – Unidade de Santo Tirso. Com o intuito de comparar alguns dados, foi utilizado um desenho do estudo semelhante ao da investigadora Lamas (2012). Da análise dos resultados obtidos, salientamos a melhoria constatada relativamente à avaliação e monitorização do risco de queda através da EQM, não existindo diferenças estatisticamente significativas entre as avaliações do investigador e do enfermeiro responsável no momento da observação. Relativamente ao cumprimento do PPRQ, verificamos uma maior adequabilidade das intervenções ao risco de queda, o que demonstra um melhor conhecimento do PPRQ por parte dos enfermeiros. No entanto, constatamos um desfasamento entre o que é efetuado e o que é registado, o que evidencia a importância da continuidade do projeto C-S2AFECARE-Q, como motor para a promoção da qualidade e segurança dos cuidados.
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Supervisão clínica em enfermagem Qualidade em saúde Escala de quedas de Morse. Queda
