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Abstract(s)
Desde o fim da Guerra Fria que as manifestações de um
certo unilateralismo americano não deixam de inquietar
os Europeus. Durante a guerra do Kosovo em 1999,
ocorreram vários desentendimentos transatlânticos e a
crise veio evidenciar os limites da União Europeia.
Não tendo o Conselho de Segurança das Nações Unidas
autorizado, explicitamente, a acção militar contra a Sérvia,
diversos diplomatas europeus manifestaram a sua inquietação face a um duplo deslize da retórica americana
tendencialmente política e depois moral, onde os contornos mudavam consoante os interesses de Washington. A
invocação súbita da “comunidade internacional” liderada pelos Estados Unidos, e a banalização do apelo à
“solidariedade atlântica” suscitaram reacções de supeita
senão mesmo de desconfiança.
A solidariedade com os Estados Unidos, mais que nunca,
toma um carácter obrigatório. O artigo 5 da NATO foi
invocado e a subscrição dos objectivos de guerra americanos tornou-se quase incontornável.
Qual o significado e o impacto desta situação para a
União Europeia em particular para a definição de uma
política externa e de segurança comum credível?
É conveniente recordar três pontos: por um lado o choque
internacional produzido pelos atentados do 11 de Setembro saldou-se pelo pior momento diplomático para a
União Europeia. Por outro lado e em consequência do
primeiro ponto, a Europa deverá agora, gerir um risco
político que hipoteca o futuro da sua diplomacia comum.
A nova situação internacional comporta um certo número de oportunidades que os europeus fazem mal não
agarrar, com a condição que exista uma vontade política
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Keywords
Política externa Guerra Terrorismo NATO (EUA, 1949) UE (a partir de 1993) EUA
