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Abstract(s)
A presença da família em meio hospitalar é hoje uma realidade, que surge no desenvolvimento de uma lógica de humanização das instituições. No entanto, a sua presença física nem sempre é sinónimo de envolvimento ou participação nos cuidados.
É reconhecido que na interacção enfermeiro / família são produzidos conhecimentos, estratégias e recursos facilitadores das transições doença / saúde. A plena reintegração, o grande objectivo dos enfermeiros de reabilitação, não acontece de forma indissociável da família. Estes profissionais, pela sua formação adquirem competências conceptuais e executivas específicas no cuidado à família, com capacidade de intervenção ao nível cognitivo, afectivo e comportamental. Uma boa atitude para com os familiares é a base de uma sólida relação terapêutica. Do contacto diário com os familiares podem surgir situações de conflitos que geridos positivamente reforçam o cuidado em parceria. Uma atitude autoritária e o recurso a estilos de gestão de conflitos menos construtivos, potenciam as diferenças e os desentendimentos entre as partes, aumentando o stress ocupacional, um fenómeno com repercussões graves entre estes profissionais.
Esta pesquisa é um estudo de caso, pois procura conhecer as particularidades de um grupo profissional – os enfermeiros, num centro hospitalar do país. Através de um estudo exploratório, descritivo e correlacional pretende-se identificar as diferenças entre os especialistas de reabilitação e os restantes enfermeiros, na atitude e no estilo de gestão de conflitos utilizados face à família e a sua tradução na percepção dos acontecimentos causadores de stress para estes profissionais. Para a colheita de dados, recorreu-se às escalas IFCE-AE (Importância das famílias nos cuidados de Enfermagem - atitudes dos enfermeiros), ROCI-II (Rahim organizacional conflict inventory - II) e ESPE (Escala de stress profissional dos enfermeiros).
Os resultados obtidos evidenciam que a idade, a experiência profissional, a formação em enfermagem de família e as experiências anteriores com familiares gravemente doentes influem para que os inquiridos (n=480) apresentem uma atitude positiva perante a família, no entanto estas variáveis não são determinantes na atitude dos especialistas de reabilitação. Estes profissionais quando comparados com os restantes enfermeiros revelam diferenças significativas em considerar a “família como parceiro dialogante e recurso de coping” e “um recurso nos cuidados de enfermagem”. A análise dos estilos de gestão de conflito indica que os especialistas de reabilitação recorrem com maior frequência aos estilos “integração” e “servilismo”, comparativamente com os restantes enfermeiros. Não se identificaram diferenças entre os grupos na frequência com que percepcionaram os acontecimentos causadores de stress ocupacional.
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Keywords
Família Enfermeiro de reabilitação
