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Condição de saúde da pessoa dependente no autocuidado : estudo descritivo de base populacional no concelho da Maia

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A incidência e a prevalência da doença crónica, o envelhecimento da população, a baixa natalidade e o aumento da esperança de vida, trazem associados um aumento dos níveis de dependência no autocuidado em contexto domiciliário. Em Portugal a escassez de conhecimento sobre a condição de saúde do dependente no autocuidado justifica a necessidade de efetuar-se estudos que acrescentem conhecimento sobre a condição de saúde dos dependentes no autocuidado a viver em contexto familiar. Este maior conhecimento permitirá repensar os modelos de exercício atualmente em uso. A problemática desta dissertação reflete a condição de saúde do dependente no autocuidado integrado em famílias clássicas no concelho da Maia. Neste contexto realizamos um estudo de perfil quantitativo, de natureza descritiva e caráter transversal. As famílias clássicas com dependentes no autocuidado constituíram a nossa população, tendo sido definida uma amostra significativa, aleatória e estratificada por freguesias. O instrumento de recolha de dados utilizado foi um formulário já testado e aplicado em outros estudos semelhantes no país. Foram identificadas 1471 famílias numa abordagem “ porta a porta ” e encontradas 125 famílias que integravam dependentes no autocuidado. Destas famílias, 98 aceitaram participar nesta investigação. Os resultados obtidos mostram que as pessoas dependentes são na maioria do sexo feminino, com uma média de 72 anos de idade, casados, com baixo nível de escolaridade, pensionistas/reformados e portadores de dependência de instalação gradual. Na condição de saúde os resultados mostraram que 75% das pessoas dependentes apresentam sinais de comprometimento da amplitude articular; 21,4% presença de incontinência intestinal; 17,3% presença de incontinência urinária; 16,3% integridade da pele comprometida; 12,5% condição de higiene e asseio deficitária; 11,5% condição de vestuário deficitária; 11,2% sinais aparentes de desidratação; 9,3 % alteração do estado mental; 5,2% limpeza das vias aéreas comprometida; 4,1% sinais aparentes de desnutrição. Estes resultados evidenciam a emergência de novos desafios nos modelos de intervenção a desenvolver pelos enfermeiros na comunidade.

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Palavras-chave

Condição de saúde; Autocuidado

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