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O impacto do tabaco na progressão da doença periodontal

dc.contributor.advisorPolido, Mário Cruz
dc.contributor.advisorMarinho, Leonor
dc.contributor.authorBendahmane, Jad
dc.date.accessioned2026-01-07T10:40:58Z
dc.date.available2026-01-07T10:40:58Z
dc.date.issued2025-11-17
dc.descriptionDissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
dc.description.abstractEmbora o tabaco seja amplamente reconhecido como um dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças periodontais, o seu impacto específico na progressão da periodontite requer análise aprofundada. Está bem estabelecido que o tabagismo altera profundamente o microbioma oral, promovendo uma disbiose subgengival caracterizada por um aumento significativo de patógenos periodontais, como Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia e Treponema denticola, elevando de cinco a seis vezes o risco de desenvolver formas graves de periodontite. Paralelamente, o tabaco exerce efeitos imunossupressores e pró-inflamatórios, modulando respostas celulares, reduzindo a vascularização gengival e comprometendo a função de neutrófilos, fibroblastos e células osteoblásticas, favorecendo a destruição dos tecidos de suporte dentário. A cessação tabágica demonstrou reduzir progressivamente o risco de progressão da doença periodontal e de perda dentária, ainda que de forma gradual e dependente do tempo de abstinência. Evidência longitudinal mostra que cada ano sem fumar reduz significativamente o risco periodontal, sendo necessário um período prolongado de abstinência para que o risco se aproxime ao dos indivíduos que nunca fumaram. Além disso, a cessação tabágica melhora a resposta ao tratamento periodontal não cirúrgico, favorecendo o ganho de inserção clínica e a redução da inflamação gengival. No contexto cirúrgico, o tabagismo está associado a piores resultados em procedimentos de regeneração periodontal e em cirurgias reconstrutivas e mucogengivais, devido à redução da angiogénese, menor formação de colagénio e maior risco de falhas cicatriciais. Consequentemente, recomenda-se que a cessação tabágica seja integrada como parte essencial da preparação pré-operatória e manutenção pós-operatória, com o objetivo de otimizar os resultados terapêuticos e a estabilidade periodontal a longo prazo. Assim, o objetivo desta revisão narrativa é sintetizar a evidência científica disponível sobre os efeitos do tabagismo na resposta imunológica e inflamatória no periodonto, integrando o impacto da cessação tabágica na progressão da doença e na eficácia das abordagens terapêuticas, tanto não cirúrgicas como cirúrgicas. Pretende-se ainda discutir as implicações clínicas para a prevenção, tratamento e prognóstico da periodontite, reforçando o papel central do médico dentista na promoção da cessação tabágica como intervenção terapêutica prioritária.por
dc.description.abstractAlthough smoking is widely recognized as one of the main modifiable risk factors for periodontal diseases, its specific impact on the progression of periodontitis requires in-depth analysis.system, facilitating immunosuppression and the proliferation of pathogenic bacteria. It is well-established that smoking profoundly alters the oral microbiome, promoting a subgingival dysbiosis characterized by a significant increase in periodontal pathogens, such as Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia, and Treponema denticola, raising the risk of developing severe forms of periodontitis by five to six times. In parallel, tobacco exerts immunosuppressive and pro-inflammatory effects, modulating cellular responses, reducing gingival vascularity, and impairing the function of neutrophils, fibroblasts, and osteoblastic cells, thus favoring the destruction of dental supporting tissues. Smoking cessation has been shown to progressively reduce the risk of periodontal disease progression and tooth loss, albeit gradually and dependent on the time of abstinence. Longitudinal evidence indicates that each year without smoking significantly lowers periodontal risk, although a prolonged period of abstinence is required for the risk to approach that of never-smokers. Furthermore, smoking cessation improves the response to non-surgical periodontal treatment, promoting clinical attachment gain and reducing gingival inflammation. In the surgical context, smoking is associated with poorer outcomes in periodontal regeneration procedures and in reconstructive and mucogingival surgeries, due to reduced angiogenesis, less collagen formation, and a higher risk of healing failures. Consequently, it is recommended that smoking cessation be integrated as an essential part of preoperative preparation and post-operative maintenance, with the aim of optimizing therapeutic outcomes and long-term periodontal stability. The objective of this study is to synthesize the available evidence in the literature on the impact of smoking on the immunological and inflammatory response in the periodontium, highlighting the mechanisms involved and the clinical implications for the prevention and The objective of this narrative review is to synthesize the available scientific evidence on the effects of smoking on the immunological and inflammatory response in the periodontium, integrating the impact of smoking cessation on disease progression and the efficacy of therapeutic approaches, both non-surgical and surgical. The review also intends to discuss the clinical implications for the prevention, treatment, and prognosis of periodontitis, reinforcing the central role of the dental practitioner in promoting smoking cessation as a priority therapeutic intervention.eng
dc.description.abstractBien que le tabac soit largement reconnu comme l'un des principaux facteurs de risque modifiables des maladies parodontales, son impact spécifique sur la progression de la parodontite requiert une analyse approfondie. Il est bien établi que le tabagisme altère profondément le microbiome buccal, favorisant une dysbiose sous-gingivale caractérisée par une augmentation significative des pathogènes parodontaux, tels que Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia et Treponema denticola, élevant de cinq à six fois le risque de développer des formes graves de parodontite. Parallèlement, le tabac exerce des effets immunosuppresseurs et pro-inflammatoires, modulant les réponses cellulaires, réduisant la vascularisation gingivale et compromettant la fonction des neutrophiles, des fibroblastes et des cellules ostéoblastiques, favorisant ainsi la destruction des tissus de soutien dentaire. La cessation tabagique a démontré sa capacité à réduire progressivement le risque de progression de la maladie parodontale et de perte dentaire, bien que de manière graduelle et dépendante de la durée de l'abstinence. Les preuves longitudinales indiquent que chaque année sans fumer réduit significativement le risque parodontal, un arrêt prolongé étant nécessaire pour que le risque s'approche de celui des individus n'ayant jamais fumé. De plus, l'arrêt du tabac améliore la réponse au traitement parodontal non chirurgical, favorisant le gain d'attache clinique et la réduction de l'inflammation gingivale. Dans le contexte chirurgical, le tabagisme est associé à de moins bons résultats dans les procédures de régénération parodontale ainsi que dans les chirurgies reconstructrices et mucogingivales, en raison de la réduction de l'angiogenèse, d'une formation de collagène moindre et d'un risque accru d'échecs cicatriciels. Par conséquent, il est recommandé que l'arrêt du tabac soit intégré comme un élément essentiel de la préparation pré-opératoire et du maintien postopératoire, dans le but d'optimiser les résultats thérapeutiques et la stabilité parodontale à long terme. Ainsi, l'objectif de cette revue narrative est de synthétiser les preuves scientifiques disponibles concernant les effets du tabagisme sur la réponse immunologique et inflammatoire du parodonte, en intégrant l'impact de l'arrêt du tabac sur la progression de la maladie et sur l'efficacité des approches thérapeutiques, qu'elles soient non chirurgicales ou chirurgicales. Cette revue vise également à discuter les implications cliniques pour la prévention, le traitement et le pronostic de la parodontite, en renforçant le rôle central du chirurgien-dentiste dans la promotion de l'arrêt du tabac comme intervention thérapeutique prioritaire.fra
dc.identifier.tid204081220
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/60700
dc.language.isopor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectTabaco
dc.subjectPeriodontite
dc.subjectResposta imunitária
dc.subjectMicrobioma oral
dc.titleO impacto do tabaco na progressão da doença periodontalpor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado Integrado em Medicina Dentária

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