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O aumento da produtividade verificado no pós-revolução industrial traduziu-se na criação de novas necessidades que permitiram a continuação do ciclo capitalista, fomentado pela venda de produtos. O consumo massificado originou uma alteração de mentalidades e uma preocupação individualista com a auto-satisfação e realização. O presente trabalho tem como objetivo a análise dos comportamentos pós-modernos e o recurso ao consumo como criação de identidades, muitas vezes esta ideia é gerada no seio mediático. Para o fundamento deste estudo serão apresentadas as críticas de sociólogos, pensadores e filósofos contemporâneos, bem como a teoria capitalista marxista e a psicanálise de Freud. Simultaneamente são abordados os estudos semióticos realizados por Umberto Eco e Jean Baudrillard em confronto com as teorias de Kant e Bauman. A abordagem feita aos novos 'templos do consumo', os centros comerciais, e fundamentada com as obras de Pedro Monteiro e Ricardo Reis, permite o reforço do objeto de estudo, o consumo. A elaboração do presente estudo foi concluída com a aplicação de questionários a membros da comunidade portuguesa de ambos os géneros, com idades compreendidas entre os 15 e os 55 anos, tornando exequível a análise comportamental dos consumidores. Para reforço do estudo referido procede-se ao confronto dos dados com estudos estatísticos publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, Eurostat e Associação Portuguesa de Centros Comerciais.
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Keywords
Comportamento do consumidor Comunicação social Consumo Narcisismo Identidade
