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Avaliação da perceção de autoeficácia do prestador de cuidados

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A mudança no perfil demográfico da população nos países desenvolvidos determinou novos problemas e necessidades, resultantes da situação de duplo envelhecimento; mudanças no perfil das patologias, aumento das doenças crónicas e degenerativas com aumento das situações de dependência e de fragilidade que requerem apoio familiar e social. A “escolha” de alguém para assumir a responsabilidade de tomar conta da pessoa dependente causa um impacto económico e social que altera a estrutura familiar. Neste sentido, uma área de grande relevância de estudo tem sido o processo de aprendizagem do prestador de cuidados (PC) para tomar conta da pessoa dependente. A autoeficácia, como a confiança do indivíduo acerca da sua capacidade para realizar com sucesso determinada atividade, pode ser determinante para o desempenho do papel de PC, pelo que se desenvolve o presente estudo. Objetivos: Descrever a perceção de autoeficácia (PAE) do PC sobre a sua capacidade para tomar conta de pessoas dependentes; relacionar a PAE do PC com as características do PC e da pessoa dependente. Método: Estudo de carácter exploratório e descritivo, transversal com dois momentos de colheita de dados (admissão e alta hospitalar). Foi utilizado o Instrumento: “Avaliação da perceção da autoeficácia do prestador de cuidados” (ESEP, 2010). Amostra por conveniência constituída por 105 PC principais de pessoas dependentes no autocuidado internados no departamento de Medicina da ULS de Matosinhos, no período de 1/1/2011 a 1/9/2011. Resultados: Dos PC (n=105) que integraram o estudo, 83,8% são do sexo feminino; 88,6% têm grau de parentesco direto com a pessoa dependente; em média o PC tem 59,1 anos e 25% destes PC tem idade igual ou superior a 68 anos com num máximo de 86 anos; 72,3% dos PC são domésticas, reformados e desempregados, o que permite à partida maior disponibilidade para tomar conta do da pessoa dependente; 70,5% dos PC têm como escolaridade apenas o 1º ciclo; 70,5% dos PC têm problemas de saúde associados; 81,9% dos PC coabitam com o dependente; 78,1% dos PC tem mais dependentes a seu cuidado; 62,9% dos PC nunca tomaram conta de pessoas dependentes; 56,2% dos PC são a única pessoa que assume os cuidados de tomar conta. O instrumento “Avaliação da perceção da autoeficácia do prestador de cuidados para cuidar do dependente” (ESEP, 2010) revelou ter uma boa consistência interna, registando-se um Alpha de Cronbach da PAE Global para o autocuidado de 0,838. A análise comparativa da PAE global do PC do momento da admissão com a registada no momento da alta permite verificar uma melhoria significativa da PAE (p <0,001). A PAE melhorou em 46 PC, diminuiu em 8 PC e manteve-se em 2 PC, com p> 0,001 (n=56). A PAE global do PC (n=105) é influenciada pela idade do PC (quanto mais elevada for a idade do PC menor a PAE global do PC) e pelo nível de dependência global (quanto maior o nível de dependência global menor a PAE global do PC). Conclusão: A avaliação da PAE permitiu conhecer o nível de confiança do PC para realizar as atividades de tomar conta do dependente. O conhecimento acerca da PAE do PC permite uma intervenção de enfermagem dirigida. Avaliar a PAE do PC é importante para ajudar o PC a adquirir confiança na sua capacidade para tomar conta da pessoa dependente.

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Prestador de cuidados Autoeficácia

Pedagogical Context

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