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Problema: A incontinência urinária de esforço (IUE) na mulher é uma doença
com elevada prevalência que tem sido relacionada com vários parâmetros da
história obstétrica. Esta situação repercute-se na qualidade de vida (QdV) em
diferentes dimensões. Com o presente estudo pretendemos atingir os seguintes
objectivos: conhecer a QdV das mulheres com IUE; analisar a relação entre a
história obstétrica (paridade) e a gravidade dos sintomas; analisar a relação entre a
história obstétrica (paridade) e o impacto da IUE na QdV.
Métodos: Estudo descritivo-correlacional, exploratório e transversal,
envolvendo 40 mulheres com IUE, com idade inferior a 60 anos. A colheita de
dados foi efectuada através de entrevista clínica (que incluiu história obstétrica) e
medição dos dados antropométricos. Relativamente à paridade das doentes optouse
pela estratificação em 4 subgrupos: nulíparas (10 doentes), com 1 parto (10
doentes), com 2 partos (10 doentes) e com 3 ou mais partos (10 doentes). O
impacto da IUE na QdV foi avaliado através da aplicação do King’s Health
Questionnaire (KHQ).
Resultados: Relativamente à caracterização etária e antropométrica dos
elementos da amostra, constatou-se que a média das idades encontrada foi de 47
anos. Quanto ao peso da amostra, a média foi de 67 Kg e, no que diz respeito ao
índice de massa corporal (IMC) foi de 26,8 Kg/m2. Na análise das diferentes
escalas do KHQ, constatou-se que as dimensões mais afectadas foram: o impacto
da IU, a gravidade da IU e as emoções. O estudo comparativo entre o grupo de
nulíparas e as mulheres com partos vaginais, mostrou diferenças estatisticamente
significativas (p≤0.05) nas seguintes dimensões avaliadas: percepção geral de
saúde, impacto da IU, limitações nas actividades diárias, limitações físicas,
limitações sociais, emoções, sono/energia e gravidade da incontinência urinária.
Quando procedemos ao estudo comparativo entre nulíparas e mulheres com partos
vaginais, considerando os subgrupos por números de partos, constatou-se que
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existiam também diferenças estatisticamente significativas (p≤0,05) para as
seguintes dimensões do KHQ: percepção geral de saúde, impacto da IU, limitações
físicas, limitações sociais e emoções. Quando comparados os três grupos de
mulheres com partos vaginais, verificaram-se diferenças estatisticamente
significativas (p≤0.05) apenas nas seguintes escalas de avaliação: limitações
físicas, limitações sociais e emoções.
Conclusões: Os resultados sugerem que a história obstétrica se associa a
pior QdV das doentes com IUE. Este facto é de primordial importância para o
desenvolvimento de estratégias preventivas na prática diária dos enfermeiros, nos
contextos da gravidez, do parto e do pós-parto.
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Keywords
Incontinência urinária Qualidade de vida
