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Resumo(s)
Forensic microbiology applies the characterisation of microbial communities to investigative contexts. This study assessed whether the fungi present in the dust collected from various passenger vehicles can contribute as markers for their identification and differentiation. Samples were taken from the interior and exterior surfaces of eight vehicles from three Portuguese sub-regions. The fungi present in these samples were isolated on selective media.
The fungi were identified morphologically and their deoxyribonucleic acid (DNA) was amplified by PCR with the primers for the ITS regions. The resulting products were sent for Sanger sequencing. A total of 18 fungal taxa were identified, of which Sporobolomyces roseus, Cladosporium spp. and Penicillium expansum were the most prevalent. Interior surfaces showed greater homogeneity, possibly due to the presence of fungi associated with human contact, while exterior surfaces showed greater variability associated with environmental exposure. Although some differences were observed between the groups analysed, the method used to identify the vehicle of origin had limited performance. The correct identification rate from an external part was only 12 per cent, a result that is no better than that obtained by chance. When the three or five most likely hypotheses were considered, the correct identification rates increased to 54 per cent and 67 per cent respectively. Although this already exceeds the chances of chance, it is still insufficient to reliably identify the vehicle, but it could help to eliminate some of the suspect vehicles. Although some types of microorganisms appear to be more present in certain vehicles, these associations are no longer statistically significant after a more rigorous analysis. Therefore, these patterns should only be interpreted as preliminary indications and not as consistent forensic evidence. The exploratory study confirms the potential of fungal community analysis as a complementary tool in forensic investigation, but also demonstrates that the method, in its current form, lacks the discriminatory precision for operational application. Future studies should include abundance data, more extensive sampling, control of environmental variables and integration with traditional forensic methods, such as deoxyribonucleic acid (DNA) and fingerprints.
A microbiologia forense aplica a caracterização de comunidades microbianas a contextos investigativos. Este estudo avaliou se os fungos presentes no pó recolhido de vários veículos de passageiros podem contribuir como marcadores para a sua identificação e diferenciação. Foram recolhidas amostras das superfícies interiores e exteriores de oito veículos de três sub-regiões portuguesas. Os fungos presentes nessas amostras foram isolados em meios seletivos. Os fungos foram identificados morfologicamente e o seu ácido desoxirribonucleico (ADN) foi amplificado por PCR com primers para as regiões ITS. Os produtos resultantes foram enviados para sequenciação Sanger. Foram identificados um total de 18 taxas fúngicas, das quais Sporobolomyces roseus, Cladosporium spp. e Penicillium expansum foram as mais prevalentes. As superfícies interiores apresentaram maior homogeneidade, possivelmente devido à presença de fungos associados ao contacto humano, enquanto as superfícies exteriores apresentaram maior variabilidade associada à exposição ambiental. Embora tenham sido observadas algumas diferenças entre os grupos analisados, o método utilizado para identificar o veículo de origem teve um desempenho limitado. A taxa de identificação correta a partir de uma peça externa foi de apenas 12%, um resultado que não é melhor que o obtido por acaso. Quando se consideraram as três ou cinco hipóteses mais prováveis, as taxas de identificação correta aumentaram para 54% e 67%, respetivamente. Embora já ultrapasse as chances do acaso, continua a ser insuficiente para uma identificação fiável da viatura, podendo contudo contribuir para a eliminação de alguns dos veiculos suspeitos. Embora alguns tipos de microrganismos pareçam estar mais presentes em determinados veículos, essas associações deixaram de ser estatisticamente significativas após uma análise mais rigorosa. Por conseguinte, estes padrões devem ser interpretados apenas como indícios preliminares e não como evidências forenses consistentes. O estudo exploratório confirma o potencial da análise de comunidades fúngicas como ferramenta complementar na investigação forense, mas demonstra igualmente que o método, na sua forma atual, carece de precisão discriminatória para uma aplicação operacional. Estudos futuros deverão incluir dados de abundância, amostragens mais extensas, controlo de variáveis ambientais e integração com métodos forenses tradicionais, como o ácido desoxirribonucleico (DNA) as impressões digitais.
A microbiologia forense aplica a caracterização de comunidades microbianas a contextos investigativos. Este estudo avaliou se os fungos presentes no pó recolhido de vários veículos de passageiros podem contribuir como marcadores para a sua identificação e diferenciação. Foram recolhidas amostras das superfícies interiores e exteriores de oito veículos de três sub-regiões portuguesas. Os fungos presentes nessas amostras foram isolados em meios seletivos. Os fungos foram identificados morfologicamente e o seu ácido desoxirribonucleico (ADN) foi amplificado por PCR com primers para as regiões ITS. Os produtos resultantes foram enviados para sequenciação Sanger. Foram identificados um total de 18 taxas fúngicas, das quais Sporobolomyces roseus, Cladosporium spp. e Penicillium expansum foram as mais prevalentes. As superfícies interiores apresentaram maior homogeneidade, possivelmente devido à presença de fungos associados ao contacto humano, enquanto as superfícies exteriores apresentaram maior variabilidade associada à exposição ambiental. Embora tenham sido observadas algumas diferenças entre os grupos analisados, o método utilizado para identificar o veículo de origem teve um desempenho limitado. A taxa de identificação correta a partir de uma peça externa foi de apenas 12%, um resultado que não é melhor que o obtido por acaso. Quando se consideraram as três ou cinco hipóteses mais prováveis, as taxas de identificação correta aumentaram para 54% e 67%, respetivamente. Embora já ultrapasse as chances do acaso, continua a ser insuficiente para uma identificação fiável da viatura, podendo contudo contribuir para a eliminação de alguns dos veiculos suspeitos. Embora alguns tipos de microrganismos pareçam estar mais presentes em determinados veículos, essas associações deixaram de ser estatisticamente significativas após uma análise mais rigorosa. Por conseguinte, estes padrões devem ser interpretados apenas como indícios preliminares e não como evidências forenses consistentes. O estudo exploratório confirma o potencial da análise de comunidades fúngicas como ferramenta complementar na investigação forense, mas demonstra igualmente que o método, na sua forma atual, carece de precisão discriminatória para uma aplicação operacional. Estudos futuros deverão incluir dados de abundância, amostragens mais extensas, controlo de variáveis ambientais e integração com métodos forenses tradicionais, como o ácido desoxirribonucleico (DNA) as impressões digitais.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
Forensic microbiology Mycology Vehicles Bioindicators Fungi Criminal investigation
