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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: a PIF na sua forma não efusiva é uma doença de difícil diagnóstico devido à ausência de testes não invasivos suficientemente sensíveis e específicos. O método gold-standard para a confirmação da doença é a deteção do antigénio FCoV em tecidos através de imunohistoquímica (IHQ). Contudo, este diagnóstico é muitas vezes realizado apenas post-mortem. No presente estudo investigou-se o contributo de técnicas complementares à citologia, nomeadamente citobloco e cytospin, associadas à imunomarcação para a deteção do antigénio FCoV em amostras colhidas de forma minimamente invasiva.
Material e Métodos: inclui-se prospectivamente gatos com suspeita de PIF não efusiva, selecionados com base em critérios clínico-laboratoriais e imagiológicos. A colheita de amostras foi realizada por punção ecoguiada de órgãos-alvo (fígado, rim, linfonodos mesentéricos e baço). As amostras foram processadas para citologia convencional, citobloco e cytospin, seguindo-se a aplicação de imunomarcação para deteção do FCoV. A confirmação do diagnóstico de PIF foi realizada através de IHQ em tecidos de necropsia ou pela resposta ao tratamento com Remdesivir.
Resultados: foram incluídos 6 gatos, cinco dos quais com confirmação de PIF; nestes animais pelo menos uma das técnicas complementares à citologia foi positiva. A imunocitoquímica (ICQ) aplicada às preparações de cytospin apresentou boa sensibilidade na deteção do antigénio FCoV em macrófagos; a representatividade celular foi menor no citobloco. A aplicação de ICQ em esfregaços citológicos previamente corados foi positiva em 2 dos 5 casos de PIF.
Discussão: os resultados sugerem que a citologia associada a técnicas de imunomarcação pode ser uma ferramenta útil para o diagnóstico pre-mortem da PIF não efusiva. A ICQ em cytospin mostrou-se uma técnica sensível e por isso promissora. Neste estudo, ficou demonstrado que diagnóstico de PIF pode ser obtido em esfregaços citológicos previamente corados — o que contraria evidência prévia que indicava a total perda da antigenicidade do FCoV após coloração citológica. A principal limitação do estudo foi a baixa celularidade dos lavados da agulha, o que afetou a obtenção de um citobloco representativo.
Conclusão: este estudo reforça o papel das técnicas complementares à citologia no diagnóstico da PIF não efusiva. A ICQ aplicada a cytospin revelou-se a técnica mais sensível, enquanto a imunomarcação de esfregaços previamente corados demonstrou, pela primeira vez, utilidade para o diagnóstico de PIF. A implementação de um protocolo padronizado para colheita e processamento de amostras, especialmente dos lavados da agulha, poderá contribuir para melhorar a capacidade diagnóstica e, consequentemente, apoiar a decisão clínico-terapêutica em gatos com PIF.
Descrição
Palavras-chave
Felino Citobloco Citologia Cytospin Imunocitoquímica Imunohistoquímica Peritonite infeciosa felina Feline Cell block Cytology Immunocytochemestry Immunohistochesmestry Feline infectious peritonitis
