| Name: | Description: | Size: | Format: | |
|---|---|---|---|---|
| 5.66 MB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
O brincar tem vindo a assumir um carácter mais estruturado, controlado pelo
adulto e circunscrito a espaços fechados, em que as possibilidades de ação das crianças
são limitadas. Neste sentido, este estudo pretende compreender as interações das
crianças nos diferentes espaços do contexto educativo (espaço interior e exterior), em
comparação com um espaço verde. O estudo envolveu oito participantes, com idades
compreendidas entre os 4 e 5 anos, de um jardim de infância, situado no centro urbano
de Coimbra. Esta investigação teve como quadro conceptual a Teoria da Perceção
Ecológica de Gibson, a Taxonomia Funcional de Harry Heft e a Abordagem
Experiencial de Laevers.
Na análise dos dados recorreu-se à metodologia Grounded Theory de Glaser e
Strauss (1967), mais propriamente ao método de comparação constante. Os dados
foram codificados em quatro categorias e uma subcategoria: Interações criançaespaço,
Affordances Materiais e Equipamentos, Tipo de Jogo, Implicação e Brincar
Arriscado.
Os resultados do estudo indicam que as crianças percecionam várias
possibilidades de ação, no entanto apresentam melhores níveis de Implicação no
Espaço Verde. Todavia, muitas das oportunidades de ação são impossibilitadas (por
razões inerentes a si ou ao adulto), verificando-se que o risco é dificilmente aceite pelo
adulto e que este influencia o investimento que a criança introduz nas suas explorações.
Quanto ao tipo de jogo, o que emerge em maior número, nos três espaços, é o
Dramático e nos espaços exteriores é o funcional.
Description
Keywords
Interação Affordances Implicação Brincar Arriscado Espaços Interior e Exterior
