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Advisor(s)
Abstract(s)
his study explores the perceptions of a sample of Portuguese healthcare professionals'
about working conditions, their impact on behaviour, and mental health. The intention is to increase the
knowledge about the effect of these conditions on substance abuse and burnout. The sample includes
91 professionals, averaging 39 years of age, with 72.4% females, 17.6% physicians, and 82.4%
nurses. The MBI, SDS, and WCAS were used as measurement instruments. Just 20.9% view their
conditions positively, while 38.5% find them unfavourable, emphasising precariousness, physical
environment, and material inadequacy in healthcare institutions. Notably, public sector conditions are
worse than in the private sector. The study reveals a significant impact of these conditions on burnout
symptoms and substance consumption among professionals. Over 80% experience high emotional
exhaustion, and nearly 60% display elevated depersonalisation. Furthermore, comparative analyses of
these variables were conducted based on socio-demographic and professional variables. The study
links adverse working conditions to substance consumption as a maladaptive coping strategy.
Professionals facing burnout are more likely to use tobacco, alcohol, and psychoactive substances,
affecting individual well-being, patient care, and the healthcare system. Finally, theoretical and practical
implications of results were discussed
Este estudo explora as perceções de uma amostra de profissionais de saúde portugueses sobre as condições de trabalho e o seu impacto no comportamento e na saúde mental. O intuito é aumentar o conhecimento sobre o impacto destas condições no consumo de substâncias e no burnout. A amostra inclui 91 profissionais, com média de 39 anos, sendo 72,4% mulheres, 17,6% médicos e 82,4% enfermeiros. O MBI, o SDS e a WCAS foram os instrumentos de medida utilizados. Apenas 20,9% têm uma visão positiva de suas condições, enquanto 38,5% as consideram desfavoráveis, destacando a precariedade, o ambiente físico e a inadequação de materiais em instituições de saúde. Os resultados destacaram que as condições no setor público são piores do que no privado. O estudo revela um impacto significativo dessas condições nos sintomas de burnout e no consumo de substâncias entre os profissionais. Mais de 80% experimentam alta exaustão emocional, e quase 60% exibem níveis elevados de despersonalização. Foram ainda desenvolvidas análises comparativas destas variáveis pelas variáveis sociodemográficas e profissionais. O estudo associa condições adversas de trabalho ao consumo de substâncias como estratégia de enfrentamento não adaptativa ou disfuncional. Os profissionais que experienciam burnout têm maior probabilidade de consumir tabaco, álcool e substâncias psicoativas, afetando o bem-estar individual, o cuidado ao paciente e o sistema de saúde. Por fim, foram discutidas as implicações teóricas e práticas dos resultados encontrados.
Este estudo explora as perceções de uma amostra de profissionais de saúde portugueses sobre as condições de trabalho e o seu impacto no comportamento e na saúde mental. O intuito é aumentar o conhecimento sobre o impacto destas condições no consumo de substâncias e no burnout. A amostra inclui 91 profissionais, com média de 39 anos, sendo 72,4% mulheres, 17,6% médicos e 82,4% enfermeiros. O MBI, o SDS e a WCAS foram os instrumentos de medida utilizados. Apenas 20,9% têm uma visão positiva de suas condições, enquanto 38,5% as consideram desfavoráveis, destacando a precariedade, o ambiente físico e a inadequação de materiais em instituições de saúde. Os resultados destacaram que as condições no setor público são piores do que no privado. O estudo revela um impacto significativo dessas condições nos sintomas de burnout e no consumo de substâncias entre os profissionais. Mais de 80% experimentam alta exaustão emocional, e quase 60% exibem níveis elevados de despersonalização. Foram ainda desenvolvidas análises comparativas destas variáveis pelas variáveis sociodemográficas e profissionais. O estudo associa condições adversas de trabalho ao consumo de substâncias como estratégia de enfrentamento não adaptativa ou disfuncional. Os profissionais que experienciam burnout têm maior probabilidade de consumir tabaco, álcool e substâncias psicoativas, afetando o bem-estar individual, o cuidado ao paciente e o sistema de saúde. Por fim, foram discutidas as implicações teóricas e práticas dos resultados encontrados.
Description
Keywords
Healthcare Professional Working Conditions Burnout Substance Abuse Mental Health Profissionais de Saúde Condições de Trabalho Abuso de Substâncias Saúde Mental
Citation
Pitacho, L., Lima, D., & Cordeiro, J.P. (2024). Exploratory Study on the Effect of Working Conditions of Portuguese Health Professionals on Burnout and Substance Abuse. International Journal on Working Conditions, 26, 263-84