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Orientador(es)
Resumo(s)
O globo ocular apresenta, ao nível da sua estrutura anatómica e fisiológica, várias barreiras que comprometem uma eficaz penetração e retenção dos fármacos, e que originam uma fraca biodisponibilidade destes ao longo do tempo. A administração tópica de fármacos faz-se, geralmente, através de formas farmacêuticas convencionais, que apresentam limitações aquando da interação com as estruturas oculares. Essas limitações resultam não só da fraca penetração dessas formas farmacêuticas ao nível das estruturas oculares e elevada e rápida eliminação dos fármacos pelos sistemas de proteção do olho contra agentes externos, mas também da degradação dessas mesmas substâncias por enzimas presentes no olho. Em resposta às limitações apresentadas pelos sistemas convencionais, surgiram novos sistemas de libertação controlada de fármacos que permitem uma maior biodisponibilidade dos fármacos nos tecidos oculares. Alguns polímeros têm sido testados em sistemas de libertação controlada, de forma a potenciar os seus efeitos e melhorar o efeito terapêutico dos fármacos. Um dos polímeros que tem tido grande destaque é o quitosano. Ao longo deste trabalho, irão ser evidenciadas as vantagens que o quitosano pode trazer em sistemas de libertação controlada, bem como, os mecanismos pelos quais atua e induz uma melhoria nos sistemas já existentes. Serão referidos estudos, quer in vitro quer in vivo, que comprovam a utilidade e as mais-valias do quitosano em associação com soluções, sistemas coloidais, sistemas de microencapsulação e sistemas com revestimento dirigidos à terapia ocular. Os benefícios do uso do quitosano para o controlo da libertação de fármacos oculares, aliados ao facto deste polímero policatiónico ser biodegradável, biocompatível, não tóxico e apresentar propriedades antimicrobianas e cicatrizantes, fazem do quitosano um composto particularmente interessante para o desenvolvimento de novas formas de terapia ocular mais eficazes.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Palavras-chave
Quitosano Biodisponibilidade Sistemas de libertação controlada de fármacos Terapia ocular
