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Advisor(s)
Abstract(s)
As práticas de gestão relativamente aos cuidados de higiene, foi algo que sempre
nos foi inquietando na nossa experiencia. Orientados pela qualidade em saúde e a
excelência dos cuidados, centramos as nossas preocupações nos processos de gestão em
torno destes cuidados, admitindo que para as instituições de saúde o desafio da produção
de ganhos em saúde impõe‐se, onde o caminho passa por compreender além das práticas
clinicas, os modelos em uso, e os processos de gestão, particularmente em algo que é real,
como a dos cuidados de higiene em meio hospitalar. É neste contexto que surge o estudo
“cuidados de higiene e implicações na gestão do serviço”, pelo que se escolheu conhecer
como é o processo de gestão utilizado pelo enfermeiro gestor nos cuidados de higiene, de
modo a contribuir para a melhoria da prática de cuidados.
Estudo de caracter qualitativo, exploratório, descritivo e transversal, com recurso á
entrevista semiestruturada, numa amostra que recaiu em treze enfermeiros com funções
de gestão, num Centro Hospitalar do Norte do Pais. Os dados foram submetidos à analise
de conteúdo, proposta por Bardin, (2009).
Dos resultados emergem doze áreas temáticas a conferir significado aos cuidados
de higiene e implicações na gestão do serviço. A conceção destes cuidados, emerge
orientada para o cuidar do corpo físico, da sua limpeza e delegação, a traduzir um
momento produtor de cuidados, uma conceção que aponta para um cuidado limitativo,
enquanto ato de gestão. A monitorização dos cuidados de higiene quando existe, é
acoplada a outros cuidados, contudo, considerados de primordial importância, e de que
existe reconhecimento pelos familiares. A nível da formação em serviço, brota um
investimento débil nos cuidados de higiene, porém a complexidade destes cuidados é
reconhecida como um motivo para a dotação segura dos enfermeiros.
Relativamente à avaliação dos cuidados de higiene os participantes recorrem a
estratégias como a observação direta e a avaliação informal, mas expressam uma visão dos
cuidados de higiene, sem definição de indicadores de qualidade. No padrão bem‐estar e o
V
autocuidado enquanto significativo nas intervenções autónomas, o autocuidado surte
como representante da autonomia dos cuidados de enfermagem e o bem‐estar do cliente
como representante da satisfação do cliente. Sendo que, o autocuidado é evidenciado
como ganhos em intervenções autónomas dos enfermeiros, de modo significativo pelos
enfermeiros gestores, dando seguimento á razão de pensar sobre esta dimensão como
fundamental.
Do estudo ressalta que os Cuidados de higiene não constituem um recurso ou
preocupação estratégica para promoção da saúde. No processo de gestão, implicitamente
há marcas de uma orientação limitativa sobre os próprios cuidados de higiene, debilitando
o seu recurso. Todavia os achados também apontam para uma atualização teórica, ao falarse
nos contributos dos cuidados de higiene para a qualidade assistencial e visibilidade do
serviço, e da Representação do bem‐estar e o autocuidado, enquanto padrão significativo
nas intervenções autónomas, desvendando‐se abertura para outra conceção dos CH por
parte destes enfermeiros gestores, onde o autocuidado se constitui representante da
autonomia do utente e o bem‐estar da sua satisfação.
Description
Keywords
Cuidados de higiene Gestão em enfermagem
