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Resume-se aqui, de uma forma muito genérica, o modelo biomédico das adições (brain disease model of addiction), que define a toxicodependência e outros comportamentos aditivos como doenças do cérebro de natureza crónica e recidiva. São apresentados também os argumentos de alguns dos seus mais destacados críticos, autores que partilham a convicção de que esse modo de olhar para estes fenómenos é limitado e redutor, pois ignora ou, pelo menos, desvaloriza os fatores sociais, os contextos e as causas estruturais da adição. Um conjunto de especialistas e académicos, críticos da perspetiva biomédica, têm procurado demonstrar que as adições são, no essencial, respostas aprendidas e de natureza adaptativa a adversidades sociais
e emocionais, defendendo uma abordagem mais multifatorial e multidimensional que reconheça sentido e agência às pessoas com comportamentos aditivos.
This brief review presents, in very general terms, the brain disease model of addiction, which defines drug addiction and other addictive behaviours as chronic and relapsing brain diseases, and some of its most prominent critics, authors who argue that this way of looking at these phenomena is limited and reductive because it ignores, or at least devalues, the social factors, contexts and structural causes of addiction. A number of experts and academics critical of the biomedical perspective have sought to demonstrate that addictions are essentially learned and adaptive responses to social and emotional adversity, advocating a more multifactorial and holistic approach that recognises the meaning and agency of people with addictive behaviours.
This brief review presents, in very general terms, the brain disease model of addiction, which defines drug addiction and other addictive behaviours as chronic and relapsing brain diseases, and some of its most prominent critics, authors who argue that this way of looking at these phenomena is limited and reductive because it ignores, or at least devalues, the social factors, contexts and structural causes of addiction. A number of experts and academics critical of the biomedical perspective have sought to demonstrate that addictions are essentially learned and adaptive responses to social and emotional adversity, advocating a more multifactorial and holistic approach that recognises the meaning and agency of people with addictive behaviours.
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Pedagogical Context
Citation
Vasco Gil Calado, «A adição (não) é uma doença. O modelo biomédico das dependências e os seus críticos», Configurações [Online], 36 | 2025, posto online no dia 15 dezembro 2025, consultado o 15 dezembro 2025. URL: http://journals.openedition.org/configuracoes/25167 ; DOI: https://doi.org/ 10.4000/15cpa
