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Perceção da severidade das rugas faciais e impacto psicossocial em mulheres

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Resumo(s)

Enquadramento. As rugas faciais encontram-se entre os sinais mais visíveis do envelhecimento e podem influenciar a autoperceção e o bem-estar psicossocial. No entanto, a relevância psicossocial das rugas pode variar de acordo com a região facial afetada. Objetivos. Investigar a associação entre a severidade percebida das rugas em diferentes regiões do terço superior da face e os resultados psicossociais em mulheres. Métodos. Este estudo transversal incluiu 310 mulheres. As participantes preencheram escalas do FACE-Q destinadas a avaliar a perceção do envelhecimento, a satisfação com a aparência, o impacto psicossocial e a função psicológica. A severidade percebida das rugas foi avaliada nas regiões frontal, glabelar e periorbital. Foram realizadas análises de correlação através do coeficiente de correlação de Pearson, análise fatorial confirmatória e modelos multivariados de análise de trajetórias, ajustados para a idade cronológica e para a realização prévia de procedimentos estéticos. Resultados. A severidade percebida das rugas apresentou correlações moderadas e estatisticamente significativas entre as regiões faciais avaliadas (r = 0,55–0,69; p < 0,001). Uma maior perceção das rugas associou-se significativamente a uma autoperceção do envelhecimento mais desfavorável (r = 0,41–0,48; p < 0,001), a menor satisfação com a aparência facial (r = –0,36 a –0,40; p < 0,001) e a maior sofrimento psicossocial relacionado com a aparência (r = 0,30–0,34; p < 0,001). As associações com a função psicológica foram mais fracas, embora estatisticamente significativas (r = –0,16 a –0,23; p ≤ 0,01). Nas análises multivariadas, as rugas glabelares e periorbitais surgiram como os preditores mais consistentes dos resultados psicossociais. Conclusões. As rugas glabelares e periorbitais demonstraram as associações mais fortes com a perceção do envelhecimento e com os resultados relacionados com a aparência, sugerindo que a relevância psicossocial do envelhecimento facial depende não só da severidade das rugas, mas também da região anatómica afetada.
Background. Facial wrinkles are among the most visible signs of aging and may influence self-perception and psychosocial well-being. However, their psychosocial relevance may vary according to the facial region affected. Aims. To investigate the association between perceived wrinkle severity in different regions of the upper third of the face and psychosocial outcomes among women. Methods. This cross-sectional study included 310 women. Participants completed FACE-Q scales assessing aging appraisal, facial appearance satisfaction, psychosocial impact, psychological function, and perceived wrinkle severity in the forehead, glabellar, and periorbital regions. Correlation analyses using Pearson’s correlation coefficient, confirmatory factor analysis, and multivariate path models adjusted for chronological age and previous aesthetic procedures were performed. Results. Perceived wrinkle severity showed moderate and statistically significant correlations across the assessed facial regions (r = 0.55–0.69; p < 0.001). Greater wrinkle perception was significantly associated with poorer aging self-perception (r = 0.41–0.48; p < 0.001), lower facial appearance satisfaction (r = –0.36 to –0.40; p < 0.001), and greater appearance-related psychosocial distress (r = 0.30–0.34; p < 0.001). Associations with psychological function were weaker, although statistically significant (r = –0.16 to –0.23; p ≤ 0.01). In multivariate analyses, glabellar and periorbital wrinkles emerged as the most consistent predictors of psychosocial outcomes. Conclusions. Glabellar and periorbital wrinkles demonstrated the strongest associations with aging perception and appearance-related outcomes, suggesting that the psychosocial relevance of facial aging also depends on the anatomical region affected.

Descrição

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz

Palavras-chave

Envelhecimento facial Rugas Bem-estar psicossocial Medicina estética

Contexto Educativo

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Projetos de investigação

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