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Authors
Abstract(s)
Os pacientes que desenvolvem refluxo gastroesofágico têm uma exposição incomum dos tecidos orais ao ácido clorídrico, levando à erosão dentária e à degradação dos materiais dentários restauradores. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da exposição contínua ao ácido clorídrico na superfície de uma resina composta ao longo do tempo estabelecido.
Discos de resina composta foram obtidos e divididos em 48 amostras que foram polidas, numeradas e colocadas continuamente, durante 24 horas ou 7 dias, numa solução de ácido clorídrico (solução teste) ou em saliva artificial (solução controlo). Ao fim do tempo decorrido, foi avaliada a microdureza de Vickers com um microdurómetro; o coeficiente de atrito com um nanotribómetro; e a rugosidade de superfície com um microscópio de força atómica, dentro e fora das pistas de desgaste efetuadas pelo nanotribómetro.
Entre o grupo exposto durante 24 horas e durante 7 dias, a microdureza diminuiu significativamente na solução teste (p<0,05), e manteve-se na solução controlo; o coeficiente de atrito diminuiu significativamente em ambas as soluções (p<0,05 para a solução controlo; p=0,001 para a solução teste); e a rugosidade diminuiu, sem significância estatística, em ambas as soluções, exceto no interior da pista da solução controlo, onde houve uma diminuição significativa (p=0,012).
Verificou-se que o ácido clorídrico causa alterações a nível da superfície de resinas compostas.
Description
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Keywords
Materiais dentários Ácido clorídrico Resina composta Erosão dentária
