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Autonomia/independência no autocuidado : sensibilidade aos cuidados de enfermagem de reabilitação

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Na história da evolução da enfermagem de reabilitação, o foco de atenção passou dos mutilados de guerra, para as situações de doença crónica no contexto hospitalar e domiciliário. As situações de dependência para o autocuidado frequentemente associadas a patologias crónicas e à idade avançada, são reconhecidas causas de dificuldades para clientes e família, particularmente no domicílio. Optimizar o desempenho do cliente para o autocuidado, é determinante para o seu estado de saúde. Os cuidados continuados no domicílio constituem uma resposta organizada no sentido de cuidar e reabilitar os clientes em situação de dependência, inseridos no seu meio, procurando promover a melhor qualidade de vida possível. No seio da equipa interdisciplinar, o enfermeiro de reabilitação, pelas suas competências específicas, assume um papel preponderante na promoção da autonomia/independência para o autocuidado. Centrado no paradigma quantitativo, efectuou-se o presente estudo de natureza metodológico, tendo sido construído e validado um instrumento de avaliação da autonomia/independência no autocuidado. É também considerado um estudo descritivo, dado que, procura conhecer e descrever o grau de autonomia/independência no autocuidado, em dois momentos de avaliação diferentes com duas semanas de intervalo, durante o programa de intervenção de enfermagem de reabilitação. Descreve também as intervenções de enfermagem de reabilitação desenvolvidas durante o programa. A amostra é constituída por clientes em programa de reabilitação das Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), os dados foram colhidos através da aplicação de um questionário, que integra uma escala de avaliação do grau de autonomia/independência no autocuidado (GAIA), construída e validada para o efeito, obtendo-se um coeficiente de alpha de cronbach, no total da escala, de 0,990. Os resultados obtidos, mostram que os clientes são essencialmente idosos, do género feminino, com patologia cerebrovascular. No domínio da actividade física, verificam-se os menores níveis de autonomia/independência e no domínio da alimentação os maiores níveis de autonomia/independência. Quando comparado o grau de autonomia/independência nos dois momentos de avaliação, observam-se diferenças estatisticamente significativas em todos os domínios, mostrando uma evolução favorável no sentido da autonomia/independência do autocuidado, concomitante com a intervenção de enfermagem de reabilitação. No entanto, é na actividade física onde as diferenças são mais significativas. O instrumento de avaliação do grau de autonomia/independência no autocuidado (GAIA), mostrou-se capaz de monitorizar os ganhos em autocuidado obtidos pelos clientes em programa de reabilitação. Pela análise das intervenções de enfermagem de reabilitação, conclui-se que a execução de exercícios músculo-articulares, são as intervenções que mais se evidenciam, encontrando justificação dentro de um contexto de exercício profissional especializado.

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Autocuidado Autonomia

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