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Assessment of Dog Owners’ Perceptions of Chemotherapy Treatments

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Resumo(s)

ancer is one of the leading causes of death in dogs. Among the available therapeutic options, chemotherapy has become a cornerstone of treatment in veterinary oncology. However, little is known about owners’ perceptions of this treatment modality, despite their importance in directly influencing decision-making. Therefore, this study aimed to evaluate the expectations, experiences, and perceived challenges of dog owners from Portugal whose pets underwent chemotherapy treatments. For the purpose of this study, an anonymous questionnaire-based survey was completed by 79 dog owners whose pets underwent at least four chemotherapy sessions or a minimum of one month of tyrosine kinase inhibitor therapy within the past three years. Eligible cases included dogs diagnosed with lymphoma, malignant mammary gland tumors, urothelial carcinoma of the urinary bladder, mast cell tumors, hemangiosarcoma, osteosarcoma, or any malignant tumor treated with tyrosine kinase inhibitors. The questionnaire was distributed electronically to owners of dogs treated in several veterinary medical care centers in Portugal. Among respondents, 82,3% reported being familiar with chemotherapy treatments in veterinary medicine, with the veterinarian’s recommendation identified as the primary factor influencing treatment choice (36,1%). Chemotherapy adverse effects during treatment were reported in most dogs, however, 9% of the owners did not report any chemotherapy-related toxicity throughout the entire treatment. Mild to moderate toxicities (grades 1–2) were the most frequent (54,4%), while severe (grade 3) and very severe (grade 4) reactions were reported by 22,8% and 13,9% of owners, respectively. Even so, most respondents (83,5%) evaluated chemotherapy positively, and 72,2% reported no regret regarding their decision, with many describing it as indispensable in oncology. QoL emerged as a central determinant factor, with 53,2% of owners expecting treatment to prolong life while maintaining acceptable QoL, and 22,8% prioritizing it as the main criterion. Moreover, 43% of owners considered the cost justified by the survival time and well-being achieved, reinforcing its importance in therapeutic decisions. Obstacles most often reported included financial burden (25,9%) and emotional strain (19,5%). Overall satisfaction with the support provided by veterinary professionals was high, with 70,9% of owners reporting being very satisfied and 24,1% satisfied. Nonetheless, 5,1% expressed some degree of dissatisfaction (3,8% dissatisfied and 1,3% very dissatisfied), emphasizing the need for clearer information and more empathetic communication from these professionals. These findings suggest that, despite challenges, owners generally value chemotherapy treatments when it maintains their pets QoL. Continuous assessment of QoL alongside open, transparent and empathetic communication is essential to ensure that clinical decision remains aligned with owners’ expectations.
As doenças neoplásicas são uma das principais causas de morte em cães. Entre as opções terapêuticas disponíveis, a quimioterapia tornou-se um tratamento central em oncologia veterinária. No entanto, pouco se sabe acerca das perceções dos tutores relativamente a esta modalidade, apesar da sua importância em influenciar diretamente o processo de tomada de decisão relativamente ao tratamento. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar as expetativas, experiências e os desafios sentidos pelos tutores de cães de Portugal submetidos a tratamentos de quimioterapia. Para a realização deste estudo, foi elaborado um inquérito anónimo, ao qual responderam 79 tutores de cães que tinham efetuado pelo menos quatro sessões de quimioterapia ou, alternativamente, pelo menos um mês de terapia com inibidores da tirosina quinase, nos último três anos. Foram incluídos cães diagnosticados com linfoma, tumor mamário maligno, carcinoma urotelial da bexiga, mastocitoma, hemangiossarcoma, osteossarcoma e outros tumores malignos tratados com inibidores da tirosina-quinase. O questionário foi distribuído por via eletrónica a tutores de cães tratados em diversos centros de atendimento médico-veterinários em Portugal. Entre os inquiridos, 82,3% referiram estar familiarizados com os tratamentos de quimioterapia em medicina veterinária, sendo a recomendação do médico veterinário identificada como o principal fator influenciador da decisão terapêutica (36,1%). A maioria dos cães apresentou efeitos adversos durante o tratamento, contudo, 9% dos tutores não reportaram qualquer toxicidade associada à quimioterapia ao longo de todo o protocolo. As toxicidades ligeiras a moderadas (graus 1–2) foram as mais frequentes (54,4%), enquanto reações graves (grau 3) e muito graves (grau 4) foram mencionadas por 22,8% e 13,9% dos tutores, respetivamente. Ainda assim, a maioria dos participantes (83,5%) avaliaram a quimioterapia de forma positiva, e 72,2% não manifestaram arrependimento relativamente à decisão tomada, descrevendo frequentemente este tratamento como indispensável em oncologia. A qualidade de vida surgiu como um fator determinante, com 53,2% dos tutores a referirem que o objetivo era prolongar a vida, desde que mantida uma qualidade de vida adequada, enquanto 22,8% a consideraram o principal critério de decisão. Além disso, 43% consideraram o custo do tratamento justificado pelo tempo de sobrevida e bem-estar alcançados reforçando, assim, a sua relevância nas decisões terapêuticas. Os obstáculos mais frequentemente reportados incluíram o encargo financeiro (25,9%) e o impacto emocional (19,5%). De forma geral, a satisfação com o apoio prestado pelos profissionais médico veterinários foi elevada, com 70,9% dos tutores muito satisfeitos e 24,1% satisfeitos. No entanto, 5,1% expressaram algum grau de insatisfação (3,8% insatisfeitos e 1,3% muito insatisfeitos), salientando a necessidade de fornecer informações mais claras e uma comunicação mais empática por parte destes profissionais. Estes resultados sugerem que, apesar dos desafios, os tutores tendem a valorizar a quimioterapia quando esta mantém a qualidade de vida. A monitorização contínua da qualidade de vida aliada a uma comunicação aberta, transparente e empática é essencial para alinhar as decisões clínicas com as expetativas dos tutores.

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Palavras-chave

Cancer Chemotherapy Dogs Perceptions Quality of life Side effects Veterinary oncology Cancro Cães Efeitos adversos Oncologia veterinária Qualidade de vida Quimioterapia

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