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A transição para a parentalidade, que agrega em si o conceito de maternidade e paternidade, representa um importante período de adaptação familiar, com implicações para os pais, para a relação pais-filho e para o desenvolvimento do bebé. A literatura tem privilegiado o estudo da experiência materna, desvalorizando o quão desafiante pode ser a transição do homem que se torna pai.
Este estudo, assente no paradigma de investigação qualitativa, procurou compreender as vivências dos homens na transição para a paternidade durante o período pré-natal, no sentido de poder contribuir para uma assistência integral à família, com ganhos em saúde para todos os elementos da unidade familiar.
Tratou-se de um estudo exploratório de carácter descritivo, transversal e retrospetivo, no qual participaram 10 homens que estavam a vivenciar, pela primeira vez, a gravidez da parceira, no último trimestre, em regime de coabitação e com gestação sem patologia materno-fetal.
A recolha de dados foi realizada com recurso à entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados com técnica de análise de conteúdo, com categorização semântica e abordagem indutiva.
Da análise de conteúdo emergiram três temas, “experienciar da transição”, “desenvolvimento da identidade como pai” e “(des)construção de pontes para a transição”. Os resultados evidenciaram o período pré-natal como momento chave da transição para a paternidade, marcado pela enorme exigência psíquica e emocional e afigurando-se como motor do desenvolvimento da identidade paterna. Apesar do homem empreender esforços e procurar o seu lugar nos cuidados pré-natais, depara-se com obstáculos e não pontes neste processo.
Esta investigação permitiu uma compreensão mais abrangente desta transição desenvolvimental e contribui para a reorientação das práticas dos enfermeiros no sentido da inclusão da figura masculina nos cuidados pré-natais.
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Gravidez Pai
