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- Dançar (par)a nascer: a dança na promoção do conforto no primeiro estadio do trabalho de partoPublication . Cordeiro, Cláudia Filipa Martins; Néné, ManuelaA gravidez e o trabalho de parto constituem processos complexos e profundamente transformadores, nos quais a promoção do conforto da mulher assume um papel central nos cuidados de enfermagem de saúde materna e obstétrica. Neste contexto, as intervenções não farmacológicas assumem particular relevância, destacando-se a utilização da dança enquanto abordagem baseada no movimento, na expressão corporal e na promoção da participação ativa da parturiente durante o primeiro estadio do trabalho de parto (TP). O presente relatório tem como objetivo descrever o percurso de desenvolvimento de competências especializadas e de mestre ao longo dos diferentes estágios, com enfoque na implementação de uma intervenção não farmacológica baseada na dança como estratégia promotora do conforto no primeiro estadio do TP. Metodologicamente, o trabalho sustentou-se numa revisão narrativa da literatura, articulada com uma abordagem descritiva e reflexiva da prática desenvolvida nos diferentes contextos de estágio, fundamentada na evidência científica disponível. A implementação da intervenção permitiu explorar a aplicabilidade da dança em contexto clínico e recolher as perceções das parturientes e dos profissionais relativamente ao seu potencial enquanto estratégia promotora do conforto. As experiências desenvolvidas sugerem que a utilização da dança poderá favorecer a mobilidade, a participação ativa da parturiente, a perceção de conforto e uma vivência mais positiva do TP, constituindo uma abordagem complementar às medidas farmacológicas e não farmacológicas habitualmente utilizadas. Conclui-se que a implementação de uma intervenção não farmacológica baseada na dança revelou ser exequível no contexto do estágio e consistente com uma abordagem de cuidados centrada na mulher e sustentada na Teoria do Conforto de Katharine Kolcaba. Embora os resultados obtidos devam ser interpretados à luz das limitações inerentes ao contexto em que foram desenvolvidos, esta experiência reforça o potencial da dança enquanto estratégia complementar promotora do conforto durante o primeiro estadio do TP, justificando o desenvolvimento de estudos futuros com metodologias mais robustas.
- A escola como espaço de aculturação de crianças e jovens migrantes e refugiados: perceções de professores, tecnicos especializados e encarregados de educaçãoPublication . Beatriz Freitas Alves; Mendes, SandraO presente estudo assenta numa abordagem qualitativa, recorrendo ao método de estudo de caso, tendo sido traçado como objetivo geral compreender o modo como é percecionada a integração escolar de crianças e jovens refugiadas. Para tal, foi selecionada uma amostra composta por três grupos distintos: professores, técnicos especializados e famílias. Para a recolha de dados optou-se por utilizar como instrumentos a análise documental e entrevistas semiestruturadas, a sua análise mobilizou a análise de conteúdo temática. Os resultados através dos testemunhos recolhidos evidenciam que as representações sociais dos diferentes atores educativos influenciam significativamente o percurso de integração dos alunos. Relativamente ao processo de inclusão dos estudantes migrantes ou refugiados, os docentes e técnicos reconhecem a importância de reconhecer a herança cultural do aluno e a necessidade de serem ajustadas medias individuais e personalizadas. Apesar destes pontos positivos, são identificadas fragilidades relacionadas com a rigidez do sistema de ensino, nível de formação insuficiente, ausência de instrumentos psicológicos adaptados à diversidade linguística e cultural. Já no que concerne aos encarregados de educação entrevistados, os dados permitiram inferir que uma parte do grupo se integra na estratégia de integração devido a vivenciar experiência positiva entre a herança cultural e a nova sociedade; contrariamente, a outra parte demonstra que os indivíduos são levados a adotar estratégias de separação. Foram ainda destacados vários desafios que evidenciaram a importância de uma abordagem holística, estruturada e contínua, de modo a criar condições justas e equitativas para todos os alunos migrantes ou refugiados.
