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- Perceived risk of drowning in Parkinson's DiseasePublication . Soeiro, Ana Beatriz Costa; Bouça-Machado, RaquelIntrodução: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa que compromete de forma significativa a funcionalidade dos pacientes. A evidência sugere que a DP prejudica a capacidade para nadar, aumentando assim, o risco de afogamento. Um estudo relatou que 49,9% dos pacientes com DP experienciaram um episódio de afogamento (não fatal), contudo, a investigação sobre este tema permanece limitada. Objetivo: Explorar as perceções de risco de afogamento e as estratégias de segurança entre pessoas com DP, cuidadores e profissionais de saúde (PS). Métodos: Foi realizado um inquérito, com participantes recrutados através do CNS – Campus Neurológico, associações nacionais de pacientes e redes sociais. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética do CNS, e todos os participantes forneceram consentimento informado antes de qualquer procedimento do estudo. Resultados: De um total de 228 participantes (115 pessoas com DP; 57 cuidadores; 56 PS) foi reconhecido um risco aumentado de afogamento por 96,4 % (n = 54) dos PS, por 80,7% (n = 46) dos cuidadores e por 57,4% (n=66) das pessoas com DP. Em piscinas de maior profundidade, 55,7% (n=64) dos pacientes dizem sentir-se muito confiantes ou com confiança e 58,3% (n=67) consideram ter um risco baixo ou moderado de afogamento, necessitando apenas de supervisão ocasional. Contextos sem supervisão são apoiados por 42,1% (n = 24) dos cuidadores. As alterações da capacidade de nadar não são discutidas com um PS em 83,4% (n=96) dos pacientes. Entre as medidas de segurança identificadas, a mais reportada por todos os grupos foi supervisão constante (Pessoas com DP: 41,7%, n = 48; Cuidadores: 59,6%, n = 34; PS: 80,4%, n = 45). Em seguida, destaca-se o uso de dispositivos de flutuação referido pelos pacientes (21,7%, n=25) e cuidadores (21,1%, n=12) e a permanência em águas menos profundas mencionada pelos PS (33,9%, n=19). Conclusões: A perceção de risco de afogamento nas pessoas com DP é inferior à dos cuidadores e PS. Além disso, alguns pacientes e cuidadores demonstraram preferência por ambientes aquáticos associados a um maior risco de afogamento, acreditando que apenas uma supervisão ocasional é necessária, não sendo este um tema discutido frequentemente com os PS. As medidas de segurança mais sugeridas foram supervisão constante, dispositivos de flutuação e atividades em águas menos profundas.
