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- Protelamento de alta hospitalar por motivos não clínicos: perspetivas de pessoas mais velhas e de assistentes sociaisPublication . Silva, Carolina Maria Pires da; Frias,, Ana Carolina Morgado FerreiraA permanência de idosos em hospitais sem necessidade clínica representa um desafio complexo para os sistemas de saúde. O presente estudo teve como objetivo conhecer perspetivas e vivências de utentes mais velhos e de assistentes sociais sobre a permanência em internamento hospitalar sem critério clínico. Para além de fazer uma caracterização da pessoa mais velha internada sem critério clínico e sentimentos vivenciados nesse processo; também procurou identificar possíveis fatores associados ao internamento e protelamento da alta das pessoas mais velhas; e ainda compreender o papel dos Assistentes Sociais face a estas situações de protelamento de alta. Realizou-se uma investigação de natureza mista, numa unidade de saúde, com 31 pessoas idosas internadas sem critério clínico e 6 assistentes sociais. Às pessoas mais velhas foi aplicado um questionário sociodemográfico e a Escala de Solidão UCLA, e às assistentes sociais uma entrevista semiestruturada. Os resultados indicam uma feminização da população idosa hospitalizada e um período de internamento sem critério clínico que varia entre os 12 e 224. Referem sentir solidão, tristeza, frustração e sentimento de abandono, verificando-se, com a aplicação da Escala UCLA, prevalecer “solidão moderadamente elevada” e “solidão elevada” (61,3%). As assistentes sociais entrevistadas identificaram diferentes motivos de internamento; constrangimentos à alta hospitalar; consequências do protelamento de alta; as suas experiências e sentimentos perante a problemática; e mudanças necessárias e possíveis para a reverter. As conclusões deste estudo remetem para a necessidade de conhecer mais detalhadamente as necessidades e sentimentos de pessoas mais velhas internadas sem critério clínico, bem como de se lhes proporcionar uma resposta de continuidade de cuidados digna e promotora da sua saúde e bem-estar. No que diz respeito aos assistentes sociais, conclui-se que a sua visão holística e crítica face a esta problemática deve ser integrada na elaboração e implementação de medidas sociais e de saúde que diminuam a incidência e o impacto do protelamento de altas hospitalares na população mais velha.
- O luto antecipatório de familiares de pessoas mais velhas institucionalizadas com demênciaPublication . Silva, Gabriela Sofia Ferreira da; Frias,, Ana Carolina Morgado FerreiraO luto antecipatório é um processo que se inicia quando os familiares se apercebem das perdas cognitivas e físicas do seu ente querido. Este estudo teve como objetivo conhecer vivências de luto antecipatório em famílias de pessoas mais velhas com demência, institucionalizadas. Particularmente, procurou compreender vivências dos familiares cuidadores, desde o diagnóstico de demência até à institucionalização; conhecer experiências, sentimentos e emoções dos familiares cuidadores face ao cuidar da pessoa mais velha com demência e à institucionalização; identificar critérios de vulnerabilidade no luto antecipatório; e reconhecer possíveis fatores protetores da saúde familiar e de intervenção no luto antecipatório, com base na vivência das famílias. Desenvolveu-se uma investigação de cariz eminentemente qualitativo e descritivo, com uma amostra constituída por 25 famílias de cuidadores de idosos institucionalizados com demência. Aplicou-se uma entrevista semiestruturada e um questionário sociodemográfico aos cuidadores informais de idosos, e a escala de Barthel às pessoas mais velhas institucionalizadas. Realizou-se a análise temática para dados obtidos nas questões abertas e análise estatística descritiva simples, para dados do questionário, recorrendo ao software IBM SPSS Statistics 29. Os resultados destacam que o cuidar ao longo da demência é um processo complexo e exigente, marcado por sentimentos de perda, de sobrecarga e, por vezes de conflito entre familiares, que muitas vezes referem falta de conhecimento técnico para cuidar. A institucionalização decorre principalmente da incapacidade das famílias continuarem a providenciar um cuidado adequado e seguro no decorrer da doença, e tem grande impacto na saúde do cuidador. O processo de luto é mediado por fatores de vulnerabilidade, como a sobrecarga emocional e física, dificuldade de gestão da vida diária, pessoal e profissional, e por fatores protetores como a espiritualidade, e as vivências positivas que os familiares experienciam ao longo do cuidar. As conclusões remetem para a importância de intervir na minimização das principais barreiras expressas pelos cuidadores no decorrer do luto antecipatório, bem como de valorizar o seu papel e de potenciar as vivências positivas. Ao longo da doença, tanto no domicílio, como durante a institucionalização importa proporcionar cuidados centrados nas necessidades de quem cuida, promovendo assim um luto saudável. Para isso é necessário conhecer melhor estas vivências de forma qualitativa e atenta às particularidades.
