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- Treino de Autoinstruções com Crianças do Ensino Articulado. Revisão Sistemática da LiteraturaPublication . Castanheira, Gabriela MendesA presente dissertação propõe-se a realizar uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de examinar os efeitos do treino de autoinstruções sobre os sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças inseridas no contexto do Ensino Articulado. Trata-se de uma população que, ao conciliar o currículo escolar regular com o ensino especializado de música, encontra-se exposta a exigências adicionais no domínio da autorregulação comportamental e cognitiva. A questão norteadora desta investigação – “Qual é o impacto do treino de autoinstruções nos sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças do Ensino Articulado?” – guiou o processo de seleção e análise de 6 estudos que atenderam aos critérios metodológicos estabelecidos. Os resultados revelam uma associação positiva entre a aplicação de programas baseados em autoinstruções e a redução de comportamentos impulsivos e hiperativos, bem como avanços significativos na atenção e na capacidade de autorregulação. Os efeitos observados, destacam-se diminuições estatisticamente significativas na impulsividade e nos erros cometidos em tarefas cognitivas, melhorias nas interações sociais e na automonitorização, além de um aumento na tolerância e cooperação com os pares. Tais benefícios também se refletiram no ambiente escolar, sendo relatados por professores. Não obstante os resultados promissores, a análise crítica dos estudos identificou limitações metodológicas recorrentes e a escassez de investigações voltadas especificamente para o contexto do Ensino Articulado. Conclui-se, portanto, que o treino de autoinstruções configura-se como uma ferramenta eficaz no apoio a crianças com Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA), recomendando-se, entretanto, o aprofundamento das investigações futuras com metodologias mais rigorosas, amostras diversificadas e abordagens comparativas. Sugere-se, ainda, a implementação de programas estruturados, como o “Aventura Pirata”, acompanhados por instrumentos de avaliação padronizados, como a Escala de Conners, visando à validação e monitorização sistemática dos efeitos da intervenção.
- Promoção do Autoconceito e Autorregulação em Estudantes do 7º Ano de Escolaridade. Avaliação da Eficácia de um Programa de Intervenção.Publication . Bruna Filipa Oliveira CardosoNa transição do 2º para o 3º ciclo de escolaridade em Portugal, os alunos do 7º ano de escolaridade passam por uma mudança significativa, devido ao aumento da carga horária, bem como necessidades de adaptação a diferentes disciplinas. Para uma transição positiva é necessário ter a capacidade de gerir emoções, comportamentos e pensamentos para alcançar objetivos, assim como ter uma perceção de si como alguém capaz de enfrentar os desafios. Assim, promover num programa de intervenção psicológica, conceitos como a autorregulação e o autoconceito é fundamental para promover o bem-estar, a adaptação a desafios e o sucesso em contextos educativos e profissionais. Neste trabalho, desenvolvemos um programa de intervenção que tem como principal objetivo promover a autorregulação e o autoconceito ao longo de 6 sessões, com uma duração de 45 minutos cada. Participaram 36 jovens no grupo de intervenção e 13 do grupo de controlo, no contexto educativo. Este estudo adotou uma metodologia quantitativa, em que foram aplicados instrumentos validados para a população portuguesa, ao longo de três momentos: pré-teste, pós-teste e follow-up. Os resultados obtidos revelaram melhorias estatisticamente significativas ao nível do tempo na variável do autoconceito no grupo de intervenção, no entanto, não se obteve um efeito estatisticamente significativo na autorregulação em todas as suas dimensões, ainda assim, houve mudanças ao nível do tempo e do grupo, ainda que não significativas. Este estudo destaca a importância de implementar intervenções no contexto educativo para promover o desenvolvimento académico, pessoal e social dos estudantes. Embora os resultados não demonstrem resultados estatisticamente significativos ao nível global, estes reforçam a importância e pertinência de intervenções futuras. Assim recomenda-se, em pesquisas futuras, a utilização de amostras de maiores dimensões e um desenho longitudinal para obter conclusões mais robustas.
