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- Semiótica aplicada ao design de interfaces: Perceção do público na campanha Visit AlgarvePublication . Barata, Maria Antunes Garcia; Cappelletti, MiltonA presente pesquisa investiga como a aplicação dos princípios da semiótica peirceana e cognitiva ao design de interfaces contribui para compreender a perceção do público sobre a campanha digital Visit Algarve. Considerando que o desenho de uma página web pode influenciar a receção da mensagem de uma campanha publicitária digital, objetiva-se perceber como a semiótica peirceana e a semiótica cognitiva podem ser aplicadas para compreender a resposta do público. O objeto empírico deste estudo é o website Visit Algarve, entendido como uma campanha publicitária digital permanente promovida pelo Turismo de Portugal para promover e divulgar a região do Algarve. A metodologia da investigação propõe um modelo de análise, com cinco dimensões: perceção inicial, aspetos visuais, referências culturais, resposta emocional e memória. Cada dimensão contém indicadores a ser medidos através dos instrumentos metodológicos: i) grelha de análise e ii) grupos focais. Os resultados demonstram que a conjugação dos diferentes princípios semióticos aplicados ao design de interfaces digitais contribui para uma compreensão clara e objetiva das mensagens publicitárias, contribuindo teórica e praticamente para a otimização de campanhas de turismo e estratégias de comunicação visual em diferentes áreas. Desta forma, entende-se que esta investigação contribui para aprofundar o conhecimento sobre a relação entre design de interfaces digitais e a perceção do público, facultando um modelo de análise que pode ser replicado ou adaptada a outras campanhas digitais do turismo ou áreas da comunicação visual. Sugere-se em pesquisas futuras a aplicação deste modelo a outros contextos digitais, como perfis de redes socias e aplicações móveis.
- Liderança em Transição: As Preferências de Millennials e Geração Z em Ambientes Organizacionais ContemporâneosPublication . Amorim, Ana Carolina Paz; Marques, GabrielaA coexistência de diferentes gerações no mercado de trabalho, em particular os Millennials (1981–1996) e a Geração Z (a partir de 1997), coloca novos desafios às práticas tradicionais de liderança e gestão de talentos. Estas gerações tendem a valorizar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, bem como autenticidade e empatia nos líderes, contrastando com modelos hierárquicos convencionais e exigindo uma adaptação contínua por parte das organizações. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar as perceções de ambas as gerações relativamente aos estilos de liderança, identificando expectativas, preferências e implicações para a retenção de talento. A investigação baseou-se na aplicação de um questionário a 100 profissionais de uma empresa de aviação sediada nos Emirados Árabes Unidos. Os dados foram analisados com recurso ao software SPSS (versão 25), integrando estatísticas descritivas, testes comparativos de análise de variância (ANOVA) e análise fatorial exploratória com rotação Varimax. O instrumento revelou consistência interna adequada, avaliada pelo alfa de Cronbach, e permitiu identificar seis fatores que sintetizam as perceções de liderança das duas gerações. Os resultados indicam que os Millennials valorizam sobretudo estilos de liderança transformacional e transacional, associados ao reconhecimento, ao feedback contínuo e a oportunidades de crescimento profissional. Por sua vez, a Geração Z atribui maior relevância à liderança servidora, autêntica e inclusiva, destacando a empatia, o bem-estar, a diversidade, a ética e o alinhamento com o propósito organizacional. Estes achados confirmam a existência de diferenças significativas entre gerações e reforçam a necessidade de líderes capazes de articular práticas transformacionais e servidoras, criando contextos organizacionais que respondam às expectativas emergentes. Conclui-se que uma liderança eficaz em ambientes intergeracionais deve combinar inspiração, inovação e orientação para resultados com práticas que assegurem empatia, inclusão e bem-estar. Estes contributos oferecem implicações teóricas e práticas para a gestão de pessoas em organizações contemporâneas, salientando a importância de ajustar estilos de liderança às especificidades geracionais como estratégia de retenção de talento.
- A Influência da Inteligência Emocional no Bem-Estar Psicológico, moderada pela Perceção do Suporte OrganizacionalPublication . Silva, Tiago Alexandre Anacleto Saavedra da; Marques, GabrielaA presente dissertação teve como objetivo analisar de que forma a Inteligência Emocional se relaciona com o Bem-Estar Psicológico dos colaboradores em contexto laboral, considerando ainda o papel moderador da Perceção de Suporte Organizacional. A investigação enquadra-se num paradigma quantitativo, recorrendo à aplicação de um questionário online, composto por escalas validadas, a indivíduos no ativo profissional. Foi utilizada uma metodologia correlacional, com análises estatísticas descritivas, gráficas e inferenciais, incluindo regressões lineares múltiplas e análise de moderação. Os resultados demonstraram uma associação positiva entre a inteligência emocional e o bem-estar psicológico, sendo que a perceção do suporte organizacional revelou um efeito moderador estatisticamente significativo nesta relação. Especificamente, verificou-se que a inteligência emocional influencia mais fortemente o bem-estar psicológico quando os colaboradores percecionam elevados níveis de suporte organizacional. Além disso, foram identificadas diferenças subtis entre géneros e faixas etárias, reforçando a importância de considerar variáveis sociodemográficas nas estratégias de promoção do bem-estar. A discussão dos resultados permitiu refletir sobre a relevância de ambientes organizacionais que fomentem tanto o desenvolvimento de competências emocionais como uma cultura de apoio e valorização dos trabalhadores. Como conclusão, verificou-se que a integração entre fatores individuais (como a Inteligência Emocional) e contextuais (como a Perceção de Suporte Organizacional) é essencial para promover o bem-estar psicológico no trabalho, oferecendo implicações práticas para a gestão de recursos humanos e para a criação de ambientes laborais mais saudáveis, motivadores e sustentáveis.
- O Impacto Emocional na Tomada de Decisão do Consumidor (Neuromarketing)Publication . Rua, Sofia; Lopes, JorgeA presente dissertação tem como objetivo central compreender de que forma o lado emocional influencia a tomada de decisão do consumidor no momento da compra, recorrendo à integração de conceitos provenientes do neuromarketing e do marketing sensorial. A investigação procurou aferir até que ponto os estímulos sensoriais e as respostas emocionais inconscientes moldam os comportamentos de consumo, ultrapassando os limites da racionalidade tradicionalmente atribuída ao consumidor. Com base numa abordagem metodológica de natureza quantitativa, foi aplicado um questionário online a uma amostra da população portuguesa, composta por indivíduos com conhecimento prévio sobre o conceito de neuromarketing. Os dados recolhidos foram analisados através de técnicas estatísticas, com recurso ao software SPSS, tendo sido efetuadas análises fatoriais e regressões lineares para aferir as relações entre variáveis. Os resultados revelam que os estímulos sensoriais têm um impacto significativo na construção de experiências de consumo envolventes, influenciando de forma marcante a decisão de compra. Paralelamente, constatou-se que o neuromarketing, quando aplicado de forma ética, constitui uma ferramenta eficaz para aceder a processos emocionais inconscientes, promovendo uma ligação mais profunda entre consumidor e marca. Os dados indicam ainda que consumidores com relações duradouras com determinadas marcas são mais suscetíveis à influência sensorial, ainda que esta relação se revele estatisticamente menos expressiva. As conclusões obtidas permitem evidenciar a relevância do neuromarketing como instrumento complementar na construção de estratégias de marketing mais eficazes, personalizadas e centradas nas emoções e experiências do consumidor.
