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- Relação entre as Experiências Adversas na Infância e Comportamentos Obsessivos-compulsivos: o Efeito Mediador da Perceção do StressPublication . Alves, Joana Catarina Oliveira; Ferrajão, PauloO presente estudo teve como objetivo investigar as relações diretas e indiretas das Experiências Adversas na Infância (EAI) nos comportamentos obsessivo-compulsivos (COC) em adultos da população geral, considerando o papel mediador da perceção de stress. A amostra foi composta por 208 participantes, recrutados através de uma amostragem não probabilística, que responderam a um conjunto de instrumentos validados para a avaliação de EAI, perceção de stress e COC. Recorreu-se a análises de correlação de Pearson e a Modelação de Equações Estruturais (SEM) para testar a mediação da perceção de stress nas relações entre cinco subescalas de EAI (abuso emocional, abuso físico, abuso sexual, negligência emocional e negligência física) e a sintomatologia obsessiva. Os resultados revelaram que a negligência emocional e o abuso emocional foram as subescalas de EAI mais frequentemente reportadas e que estas se associaram significativamente tanto à perceção de stress como aos comportamentos obsessivo-compulsivos. Os efeitos indiretos destas formas de adversidade, mediados pela perceção de stress, foram estatisticamente significativos, reforçando a hipótese de um modelo psicossocial de risco cumulativo. Estes achados sugerem que indivíduos expostos a múltiplos tipos de EAI desenvolvem maior sensibilidade ao stress, o que, por sua vez, potencia a manifestação de COC. O estudo contribui para a compreensão das vias psicopatológicas entre adversidade precoce e COC, destacando a importância de modelos explicativos que considerem mecanismos mediadores como o stress percebido. Investigação futura deverá incluir variáveis contextuais e mecanismos de coping para aprofundar o entendimento desta relação complexa.
- Distúrbios respiratórios do sono em transplante pulmonar - revisão sistemáticaPublication . Gabriel, Andreia; Caseiro, PauloIntrodução: O transplante pulmonar é realizado em pacientes com insuficiência respiratória crónica com terapêutica médica otimizada, para os quais não existe outra terapêutica alternativa, possibilitando aumentar a sua qualidade de vida e sobrevivência. Segundo a International Society for Heart and Lung Transplantation, a patologia cardiovascular representa 4,5% das causas de morte após o primeiro ano da realização do transplante pulmonar. A Síndrome de Apneia do Sono constitui um problema de saúde pública, sendo considerada um fator de risco para a ocorrência de eventos cardiovasculares. Objetivo: Realizar revisão sistemática incluindo artigos que versem sobre distúrbios respiratórios do sono em indivíduos que realizaram transplante pulmonar, averiguando quais os distúrbios respiratórios do sono mais prevalentes nesta população e, também, sugerir oportunidades de melhoria para estudos futuros. Metodologia: Foram utilizadas diferentes combinações de palavras-chave para pesquisa de artigos nos motores de pesquisa Pubmed e Cochrane Library (última pesquisa realizada em fevereiro 2025). Como critérios de inclusão refere-se realização de polissonografia depois da realização de transplante pulmonar, sem utilização de ventilação (continuous positive airway pressure, auto-continuous positive airway pressure, bilevel positive airway pressure), artigos publicados entre 2000 e 2024 e de livre acesso. O critério de exclusão utilizado foi artigos redigidos em outras línguas que não português, inglês e espanhol. Resultados: A pesquisa obteve 1974 resultados dos quais apenas 8 foram considerados elegíveis para a elaboração da revisão sistemática. Globalmente, obteve-se uma amostra total constituída por 448 indivíduos, dos quais 106 apresentavam resultados de polissonografia antes do transplante pulmonar. Foram, também, obtidos resultados para a escala de sonolência de Epworth, pressão de dióxido de carbono através de avaliação transcutânea, medicação e tratamento dos distúrbios respiratórios do sono. Conclusão: Os distúrbios respiratórios do sono são prevalentes no transplante pulmonar, tendo-se verificado uma prevalência mínima de 36%. A apneia obstrutiva do sono é o principal distúrbio respiratório do sono encontrado nesta revisão sistemática. Pelo número limitado de artigos, sugere-se realização de mais estudos com amostras de maiores dimensões e com seguimento das mesmas.
- Impacto da menopausa nos distúbios do sono: uma scoping reviewPublication . Azevedo, Isabel; Pereira, TelmoIntrodução: Os distúrbios do sono são queixas recorrentes nas mulheres na pós-menopausa, principalmente os despertares noturnos e as insónias iniciais, e afetam entre 28% a 63% das mulheres. Esta scoping review teve como objetivo descrever o atual conjunto de literatura que avaliou o impacto dos distúrbios do sono na menopausa. Métodos: Foi realizada uma pesquisa sistemática na PubMed, Cochrane and Scielo Library a 19 de fevereiro de 2025. A revisão incluiu estudos observacionais dos últimos 10 anos utilizando polissonografia (PSG) ou actigrafia na menopausa. Os resultados foram extraídos desses artigos. Resultados: A pesquisa identificou 312 estudos, dos quais 223 foram excluídos. Foram lidos os títulos e resumos dos restantes 89 artigos e, após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 31 para texto integral. Um total de 26 artigos publicados foram incluídos nesta scoping review. Os distúrbios do sono estudados foram a insónia, a arquitetura do sono, a apneia obstrutiva do sono (AOS), a síndrome da AOS, a síndrome de hipoventilação por obesidade, os distúrbios respiratórios do sono e a síndrome das pernas inquietas. As mulheres na pós-menopausa apresentaram perda de robustez circadiana e agravamento da qualidade do sono, com aumento do estado de vigília após o início do sono e do índice de despertar, bem como diminuição do tempo total de sono e da eficiência do sono. Também os distúrbios respiratórios do sono se tornam mais graves com a idade, sendo que por cada ano adicional na menopausa o Índice Apneia-Hipopneia (IAH) está associado a um aumento de 4% e de 7% na probabilidade de ter um IAH de 15 ou mais. Conclusões: Concluindo, esta revisão revelou interesse no campo do sono para as mulheres na menopausa. Os distúrbios do sono neste grupo de mulheres exigem que as queixas sejam valorizadas e avaliadas adequadamente. Uma vez que as flutuações hormonais causam distúrbios do sono e da respiração, deve ser considerado o tratamento adequado. Estudos futuros devem ser conduzidos para abordar a falta de informação sobre determinadas patologias, como a respiração de Cheyne-Stokes e a apneia central do sono.
