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- A Transição do Pré-Escolar para o 1º Ciclo do Ensino BásicoPublication . Gomes, Carolina; Ricardo, OliveiraO presente Trabalho Final de Mestrado (TFM) foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), ministrado pelo Instituto Superior de Educação e Ciências, e tem como principal objetivo aprofundar o conhecimento sobre a temática do processo de transição entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico, de forma a compreender os conhecimentos e conceções dos Educadores de Infância e dos Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico sobre o processo de transição e as perceções das crianças e alunos. Esta temática foi selecionada por considerar-se ser um tema crucial na formação dos Educadores e Professores, pois esta transição tem um impacto enorme na vida das crianças, e os Educadores e Professores podem fazer toda a diferença. Em relação à metodologia, optou-se pela utilização de uma metodologia mista, pois os dados foram recolhidos através de entrevistas às educadoras, professoras e coordenadora de estabelecimento de um determinado estabelecimento de ensino, um jogo com os alunos que estão a frequentar a Educação Pré-Escolar e que vão para o 1.º ano e os alunos de uma turma do 1.º ano de escolaridade. Considera-se que as professoras e as educadoras, atribuem um papel determinante ao processo de transição. Ainda assim, consideram que, para que esta transição seja efetiva e positiva, é necessário que se desenvolva um maior trabalho colaborativo entre os docentes, mais dinâmicas e maior interação com as famílias. Esta articulação entre todos os intervenientes acontece, contudo apenas em momentos pontuais, devendo ser mais frequentes. As crianças que vão frequentar o 1.º ano de escolaridade no ano letivo 2024/2025, sentem maioritariamente orgulho pelas aprendizagens que vão adquirir e um pouco de insegurança. Os alunos que estão a frequentar o 1.º ano de escolaridade, sentem saudades da educadora, mas gostam bastante da professora titular e de todas as aprendizagens que estão a adquirir.
- Modelação ecossistémica: o papel da sardinha no ecossistema IbéricoPublication . Dorota Szalaj; Wise, Laura; Silva, Alexandra; Garrido, Susana; Instituto Português do Mar e da AtmosferaThe national project SARDINHA2030, initiated in January 2024, aims to develop research that allows understanding and better predicting the pressures and impacts of various components of the pelagic ecosystem, contributing to the sustainability and resilience of the fisheries resources involved in purse seine fishery. Among other tasks, directly related to researching the dynamics of populations of target species in the fishery and the factors influencing their variability, it is intended to include ecosystem information in the development of harvest strategies for sustainable purse seine fishery’s management. To achieve this objective, it will be necessary to assess the impact of interspecific relationships and fishing on the combined dynamics of pelagic fish stocks, estimating trophic indicators and biological reference points that incorporate ecosystem dynamics. This document explores information regarding the role of sardine in the Atlantic Iberian ecosystem, using as basis the ecosystem models developed for the distribution area of the Iberian sardine. It compares the natural mortality assumed in the assessment model with the mortality estimated in the ecosystem model of the Portuguese continental shelf, evaluates the role of sardines as a key low trophic level species and estimates the value of sardine biomass that is needed to ensure the ecosystem sustainability. During the project, the ecosystem model will be updated, revising diet matrices to represent as faithfully as possible the diets of all ecosystem organisms, considering ontogenetic variations in diet for the most relevant ones, especially those transitioning from an exclusively planktivorous diet to a piscivorous diet. This ecosystem model will support the sustainable exploitation of the low trophic level species and contribute to ensuring that the impact of fishing on exploited species does not negatively affect the remaining components of the ecosystem.
- Desobediência civil do ativismo climático em contexto de acrasia coletivaPublication . Sousa Basto, RuiEm sentido lato, a ideia de desobediência civil tem ocupado as reflexões dos filósofos: Sófocles e Sócrates, na Antiguidade, Tomás de Aquino, na Idade Média e La Boétie e J. Locke, na modernidade, são exemplos disso. No entanto, foi em meados do século XIX que o conceito ganhou popularidade internacional e assento na filosofia política através do célebre ensaio de H.D. Thoreau, que inspirou M. Gandhi e M.L. King. Mais tarde, vários filósofos apresentaram as suas perspetivas sobre o tema, como H. Arendt e J. Habermas, mas são os contributos do pensamento liberal de J. Rawls, R. Dworkin, D. Cohen e M. Waltzer que circunscrevem e consolidam a desobediência civil aos limites da fidelidade ao Direito, confinando-a à exigência da não-violência e à aceitação, pelos agentes desobedientes, da possibilidade de serem punidos criminalmente, tal como hoje sucede. Todavia, esta conceção liberal da desobediência civil, focada nos princípios da justiça e dos direitos individuais, tem sido alvo de críticas por alegadamente não responder aos desafios do século XXI, como é o caso da crise climática. Isto sucede, por um lado, porque as questões ambientais não estão diretamente relacionadas com as liberdades fundamentais, e, por outro lado, porque poderemos estar em presença de um comportamento acrático coletivo que nos impede de fazermos o que deve ser feito, mesmo sabendo que o que deve ser feito serve melhor os nossos interesses. Assim, esta investigação divide-se em três partes. Na primeira parte faremos uma breve introdução à evolução do conceito de responsabilidade civil; na segunda parte, analisaremos o ativismo climático das novas gerações; na terceira e última parte discutiremos a possibilidade de existência de acrasia coletiva nos agentes que têm a responsabilidade de evitar a ultrapassagem dos limites planetários, mantendo um espaço operacional seguro para a humanidade.
