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- CicloPublication . Montenegro Niehues, Rafael; Araújo, NelsonO ser humano encontra-se em constante estado de evolução ao longo do seu crescimento. Devido à pluralidade de culturas existentes pelo globo, cada indivíduo molda a sua personalidade enquanto adquire as suas vivências e aprendizagens individuais, muitas delas distintas entre si. Esta diversificação de mentalidades produz pessoas com capacidades, tanto maiores como menores, de interação social. Isto torna a cooperação laboral entre, por exemplo, duas pessoas, mais produtiva quando ambas possuem visões do mundo similares, assim como também esta revela-se mais desafiante quando as visões são completamente díspares. Dependendo do modo como que os envolvidos assimilam informação e transmitem as suas emoções, esta última situação pode conduzir a um eventual conflito, verbal ou até físico. No desfecho deste evento, cada um sentirá, psicologicamente, o impacto do mesmo na sua forma particular e isto irá influenciar o modo como ordenarão a continuação das suas vidas. Segundo a crença popular, as ações positivas geram retornos positivos e as ações negativas, logicamente, geram retornos negativos. Esta ideia sugere a existência de um ciclo de eventos circunstanciais que impacta cada indivíduo conforme a sua conduta de vida, influenciando diretamente o futuro de cada um. Com base nesta sequência de ideias, decidi realizar uma curta-metragem original de ficção como trabalho de projeto final do mestrado. Utilizando os conhecimentos adquiridos ao longo do mestrado como ferramenta principal e a filmografia de renomados cineastas e guionistas norte-americanos como fonte de inspiração, criei uma história sobre dois personagens de personalidades antagónicas com diálogos e ações que provocam um ciclo de repetições de eventos entre ambos. Nesta produção, rodada nos municípios do Porto e da Trofa, tive o privilégio de exercer as funções de realizador, produtor, argumentista, operador de câmara, editor e figurante. Contando com o apoio de pessoas próximas a mim, tanto experientes como novatas no contexto da criação de conteúdo audiovisual, da loja Bikes Intemporal e de entidades como a Porto Film Commission e a Federação Académica do Porto, a realização desta curta-metragem foi bem sucedida.
- Sistema fotovoltaico e eólico para produção de energia elétrica numa vivendaPublication . Carrilho, João Filipe Varela; Carvalho, Anabela Duarte de; Vaz, Gilberto CordeiroEste trabalho tem como foco de estudo o dimensionamento de um sistema fotovoltaico e de um sistema eólico de produção de energia elétrica para autoconsumo numa vivenda e foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Projeto do 2º Ano do Mestrado em Engenharia Mecânica, área especialização em Projeto, Instalação e Manutenção de Sistemas Térmicos. A vivenda situa-se na zona da Tapada das Caldas de Alferrarede, mais concretamente na freguesia de Abrantes, tem três pisos e uma área de 770 m2 aproximadamente, integrando 4 quartos, 2 salas, 6 casas de banho, 2 cozinhas, sótão e garagem e tem já instalados todos os equipamentos necessários, nomeadamente, iluminação, produção de AQS, climatização ambiente etc. Numa fase inicial foi efetuado o levantamento de todos os equipamentos existentes na vivenda alimentados a energia elétrica e respetivo período de funcionamento de forma a facilitar a interpretação dos Diagramas De Carga (DDC) da instalação. Nesta fase foram ainda obtidos os diagramas de carga da instalação dos 365 dias do ano, uma vez que é essencial conhecer o perfil de consumo ao longo das 24 horas da instalação consumidora de eletricidade para ser comparado com o perfil de produção de energia dos sistemas fotovoltaico e eólico, a fim de proceder ao seu correto dimensionamento. De seguida foi efetuado o dimensionamento de um sistema de produção de energia elétrica fotovoltaico, dimensionado com base nos dados de consumo de eletricidade de 2018, considerando um consumo médio diário na vivenda de 33 kWh. Foram analisadas várias soluções com e sem armazenamento, para diferentes valores de potência fotovoltaica a instalar, variando o número de coletores solares. O estudo destas soluções foi efetuado utilizando principalmente o Software SMA Sunny Design. Foi também analisado um sistema de produção de energia elétrica por via eólica, recorrendo a uma micro turbina de eixo horizontal. A seleção do aerogerador foi efetuada recorrendo à plataforma do fabricante ENAIR, tendo como objetivo a seleção de um aerogerador que possa fornecer uma quantidade de energia elétrica semelhante à fornecida pelas soluções fotovoltaicas menos dispendiosas. Após a fase de seleção e dimensionamento foi efetuada a análise económica das soluções propostas, tendo-se concluído que a solução microeólica não alcança a taxa mínima de rentabilidade admissível e é claramente pior que as soluções fotovoltaicas analisadas. Isto deve-se, principalmente, ao facto das velocidades médias do vento na zona da vivenda serem muito baixas. A solução mais adequada para a vivenda apresentada neste caso de estudo é com base na tecnologia fotovoltaica. Dependendo do capital disponível, o utilizador poderá optar por um sistema FV sem ou com armazenamento, mas com valores de potência FV diferente. As soluções recomendadas para a vivenda são as seguintes: Cenário A – Potência FV de 4,05 kWp sem armazenamento: Quota Autoconsumo - 50,6 %; PayBack Simples - 8 anos; TIR-13,52%; Cenário B - Potência FV de 4,59 kWp com armazenamento: Quota Autoconsumo - 69,2%; PayBack Simples - 11 anos; TIR - 8,79%.
- Solvência II: o caso do Setor Segurador PortuguêsPublication . Lemos, Diogo Gomes Gaspar de Braga e; Pinheiro, CarlosO contexto financeiro que tem caracterizado o mercado único europeu com diversos escândalos financeiros e alguma volatilidade dos mercados financeiros levaram à publicação, por parte das entidades regulatórias, de novas exigências para o setor, em particular, para a atividade seguradora. Atualmente, a Solvência II é a Diretiva mais importante que foi publicada devido à necessidade de regulação das entidades seguradoras a nível Europeu. Será que todas as Companhias de Seguros, independentemente, da origem do capital maioritário, alocam o mesmo montante ao capital da empresa? A relevância desta questão prende-se com o facto de todas as empresas quererem optimizar o investimento acionista, que, em face das atuais condições de mercado exige um retorno mínimo de 9 a 10%. O financiamento das atividades empresariais é efetuado através de fundos externos ou gerados pela operação da empresa. A estrutura de capital de uma empresa é composta pelo Capital Próprio e pelo Passivo (Brealey; Myers, 2006). A alocação do capital interno ou externo é das decisões mais importantes nas instituições financeiras. Na estrutura de capital de uma Companhia de Seguros, os valores contabilísticos presentes no Balanço podem ser utilizados, especificamente, para o cálculo do custo de capital (Launie, 1971). A Diretiva da European Insurance and Occupational Pensions Authority referente à atividade seguradora e resseguradora designada por Solvência II surge dada a necessidade de prevenir garantias e direitos dos Tomadores de Seguros, dos Beneficiários e de Terceiros. Neste sentido, o Solvência II compreende as regras de cálculo dos requisitos de capital necessário a fim de garantir o cumprimento das responsabilidades das Companhias de Seguros de acordo com os riscos assumidos nos contratos de seguro, mitigando, assim, o risco de insolvência. Esta Diretiva assenta em três pilares: Pilar I – Requisitos Quantitativos de Capital; Pilar II – Requisitos Qualitativos e Processo de Supervisão; Pilar III – Disciplina de Mercado. O objetivo da presente dissertação, tendo em consideração que as seguradoras a operar em Portugal são, maioritariamente, de capitais estrangeiros é apurar quais os fatores que contribuem para explicar o grau de cumprimento dos requisitos de capital, essencialmente, chinês e americano no mercado segurador português. Para tal, propomo-nos a analisar 10 Companhias de Seguros num período temporal de 5 anos, entre 2012 e 2017. Os resultados empíricos sugerem que os principais players do mercado demonstram uma maior preocupação em constituir rácios de solvência mais elevados. Estas Companhias de Seguros são detidas por capitais estrangeiros pelo que podemos assumir que os investidores estrangeiros estão a alocar capital adicional ao setor segurador português.
