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- O contributo do Exército Português na prevenção e combate à ameaça terroristaPublication . Monteiro, RuiNo actual Ambiente Operacional, o terrorismo irrompe como uma das principais ameaças. A cresente influência que as acções terroristas têm vindo a exercer no processo de tomada de decisão do Comandante é uma condição que requer avaliação. Na sequência desta situação, torna-se relevante uma pesquisa das valências necessárias para prevenir e combater esta ameaça. Constituindo-se assim como objectivo deste estudo a análise das capacidades militares existentes, assim como as que devem ser desenvolvidas no Exército Português de modo a conferir-lhe capacidade para fazer face a esta ameaça. Na prossecução deste objectivo, foi utilizada uma metodologia de investigação científica, especificamente o método dedutivo, fundamentado numa pesquisa bibliográfica e complementado por um conjunto de entrevistas orientadas. O presente trabalho divide-se em cinco capítulos. No primeiro capítulo é realizado um enquadramento legal em termos nacionais, seguido de uma decomposição da forma como o terrorismo é percepcionado ao nível de determinadas Organizações Internacionais. Pretendemos com o segundo capítulo analisar como se constituiu o fenómeno do terrorismo, de forma a compreender como actua. No terceiro capítulo, realizamos uma análise do modo como o terrorismo se insere no Ambiente Operacional e qual o tipo de operações para o prevenir e combater, efectuando no fim deste capítulo um estudo de caso do emprego de forças portuguesas num teatro de Operações onde esta ameaça é mais vigente. Por fim, no quarto capítulo, conjugando os conhecimentos recolhidos ao longo do trabalho com a informação extraída das entrevistas, é efectuada uma análise das capacidades militares presentes no Exército Português que mais se adequam ao combate deste ameaça. Foi possível concluir que o Exército Português possui Forças com capacidades específicas que permitem a realização de operações num cenário onde a ameaça terrorista esteja presente, existindo, no entanto, em termos dos vectores da prontidão, Modernização e Sustentação, necessidades que, em determinadas situações, limitam a acção e necessitam de ser colmatadas.
- A Pacificação de Moçambique no Final do Século XIX, à Luz da Velha AliançaPublication . Almeida, MiguelPortugal tem com a Inglaterra a mais velha aliança do mundo. Assinada em 1386 por D. João I, para garantir protecção contra Castela e para assegurar a independência nacional, foi evoluindo através das sucessivas ratificações. No século XIX dá-se a “corrida a África” e em 1884-5, a Conferência de Berlim obriga a que as potências europeias tomem medidas activas de ocupação do território. O projecto português do Mapa Cor-de-Rosa e o Inglês de ligar o Cabo ao Cairo são incompatíveis e o choque de interesses leva ao azedar das relações. A 11 de Janeiro de 1890 dá-se o Ultimatum Britânico e com ele surgirá mais de uma década de anglofobismo que marcará a política portuguesa. No final do mesmo ano, a British South Africa Company invade o distrito de Manica em Moçambique, destabilizando a administração portuguesa e agravando o sentimento contra a Inglaterra. Também o Acordo de 1891 , de delimitação de fronteiras, se mostra prejudicial e enterra de vez o sonho do Mapa Cor-de-Rosa. Lourenço Marques entretanto tornara-se o mais importante porto regional. A construção de uma linha férrea entre este e Pretória vem agravar a severa crise económica que Portugal enfrenta. Multiplicam-se os boatos de que para solucionar o problema, será necessário proceder à alienação das colónias. Em 1898, Inglaterra e Alemanha assinam um acordo secreto, em que partilham entre si o território português, caso não se consiga pagar um eventual empréstimo. Resta saber qual o estado da Aliança no meio de todos estes acontecimentos.
