APSAT: Associação de Profissionais de Saúde do Alto Tâmega - Crescer em Saúde
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A Associação de Profissionais de Saúde do Alto Tâmega – Crescer em Saúde, adiante designada por APSAT, é uma associação privada, sem fins lucrativos, regida pelas disposições da lei aplicável e por estatutos próprios. A APSAT foi fundada no dia 9 de fevereiro de 2023, pela iniciativa de um grupo de enfermeiros e médicos que trabalham na Unidade Hospitalar de Chaves da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD). A APSAT tem como finalidade contribuir para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados, valorizando e prestigiando a atuação dos profissionais de saúde, através da promoção da formação contínua destes profissionais numa perspetiva de educação permanente, fomentando a aquisição e atualização de conhecimentos na área de interesse. São objetivos da APSAT:
• Promover a realização de cursos e ações de formação profissional no âmbito da saúde.
• Organizar encontros, conferências, congressos, palestras, seminários e quaisquer outros eventos de interesse científico na área da saúde.
• Promover parcerias de cooperação com instituições de saúde, organizações profissionais e académicas, para definição de estratégias no âmbito da formação contínua dos profissionais de saúde.
• Estabelecer relações e colaborar com entidades públicas ou privadas, quando solicitada por estas ou quando a Associação o entenda, para o desenvolvimento de parcerias de cooperação no âmbito da formação em saúde e promover a investigação na área da saúde.www.apsat.pt/Navegar
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- AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA RÁPIDA E SISTEMATIZADA DO DOENTE CRÍTICO: ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM NA URGÊNCIAPublication . Correia Pinto, Marlene Isaura; Rodrigues Lima, Alexandra Maria da Silva; Pimentel, Leonor Inácio; Pinto, Isabel de Brito Pereira; Campos, Juliana Rita LealIntrodução: "A avaliação neurológica rápida e sistematizada é um elemento essencial na abordagem ao doente crítico, sobretudo em contextos de urgência, onde alterações do estado neurológico podem indicar eventos agudos potencialmente fatais, como acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico, hemorragia intracraniana, meningite ou encefalite (Carter & Notter, 2023). A deterioração neurológica pode ocorrer de forma súbita e silenciosa, e qualquer atraso na sua identificação compromete o prognóstico, elevando significativamente o risco de sequelas e de morte. O enfermeiro, como elemento central da equipa multidisciplinar, desempenha um papel fundamental na identificação precoce de alterações neurológicas (Lima et al., 2022). Para que esta função seja eficaz, é fundamental que a avaliação seja sistemática, padronizada e suportada por ferramentas validadas, permitindo a comparabilidade dos registos ao longo do tempo. A integração da avaliação neurológica na abordagem global ao doente crítico, especialmente no protocolo ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure) garante que, mesmo sob pressão, sinais precoces de deterioração neurológica não sejam ignorados (Wijdicks, 2024). Objetivos: O presente estudo tem como objetivo analisar e apresentar estratégias sustentadas na evidência científica mais recente (2020–2025) que orientem a realização de uma avaliação neurológica rápida, rigorosa e sistematizada do doente crítico em contexto de urgência. Pretende-se, ainda, evidenciar o papel central da enfermagem nesse processo, destacando as competências técnicas e científicas necessárias para a identificação precoce de alterações neurológicas, bem como a relevância da utilização de protocolos padronizados e ferramentas validadas. Ao promover a padronização dos cuidados, a comunicação eficaz e a integração da equipa multidisciplinar, procura-se otimizar o tempo de resposta, reduzir complicações, assegurar a qualidade assistencial e contribuir para melhores resultados clínicos e prognóstico. Metodologia: Para o desenvolvimento deste estudo foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com o intuito de identificar as estratégias mais relevantes e atuais relacionadas com a avaliação neurológica rápida e sistematizada do doente crítico em contexto de urgência. A pesquisa decorreu entre janeiro de 2020 e julho de 2025, abrangendo as bases de dados PubMed, CINAHL, SciELO e BMC Nursing. Utilizaram-se como descritores e palavras-chave, em inglês e português, os termos: critical care nursing, emergency nursing, neurological evaluation, Glasgow Coma Scale e neurological monitoring, em conformidade com os vocabulários controlados MeSH e DeCS. Foram considerados elegíveis estudos e documentos que abordassem a avaliação neurológica efetuada por enfermeiros em doentes críticos adultos no contexto hospitalar, sendo excluídas publicações referentes exclusivamente à população pediátrica, a contextos não críticos ou extra-hospitalares. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a amostra final integrou oito artigos científicos, dois manuais clínicos e três protocolos institucionais internacionais. A análise dos documentos foi conduzida de forma descritiva e interpretativa, com ênfase na identificação de boas práticas, padronização de protocolos e contributos aplicáveis à prática clínica de enfermagem em situações críticas. Apresentação e discussão dos resultados: A literatura e a prática clínica mostram que estratégias sistemáticas aumentam a precisão na deteção precoce de alterações neurológicas em doentes críticos. O protocolo ABCDE, com foco no “D” (Disability), prioriza a avaliação sem comprometer a abordagem global (Carter & Notter, 2023). A Escala de Coma de Glasgow permite avaliar e monitorizar o nível de consciência (Teasdale et al., 2021). A avaliação pupilar — tamanho, simetria e reatividade — destaca-se como marcador precoce de hipertensão intracraniana e lesões expansivas, sendo recomendada pela AANN (2022). A identificação de défices motores e sinais focais é crucial, podendo indicar AVC, compressão medular ou lesões cranianas, exigindo intervenção imediata (Smith et al., 2020). Excluir causas metabólicas reversíveis, como alterações glicémicas, distúrbios iónicos, intoxicações ou infeções, mediante monitorização de sinais vitais e glicemia capilar é essencial (Rittenberger & Okonkwo, 2021). O registo estruturado e a comunicação via ISBAR otimizam decisões clínicas (Achury-Saldaña et al., 2023). A reavaliação contínua e a adaptação das condutas reforçam a segurança do doente (Lima et al., 2022), confirmando o papel central da enfermagem na vigilância neurológica em urgência. Conclusões: "A implementação de estratégias padronizadas de avaliação neurológica pela equipa de enfermagem no doente crítico é fundamental para a deteção precoce de complicações neurológicas e metabólicas. A aplicação do ABCDE adaptado, associada a instrumentos validados como a Escala de Coma de Glasgow e à avaliação pupilar, contribui para decisões clínicas ágeis e seguras. A comunicação eficaz e o registo sistemático fortalecem a integração da equipa multidisciplinar, promovendo a segurança do doente e melhores resultados. Evidencia-se a necessidade de capacitação contínua e da adoção de práticas baseadas em evidências, consolidando o protagonismo da enfermagem no atendimento de urgência. A rápida atuação e a sistematização do cuidado são determinantes para reduzir complicações, otimizar recursos e assegurar a qualidade assistencial, confirmando a enfermagem como elemento indispensável não apenas na monitorização, mas também na prevenção e intervenção rápida frente a alterações neurológicas em contextos críticos (Carter & Notter, 2023; Achury-Saldaña et al., 2023). Palavras-chave: Enfermagem em Cuidados Críticos, Enfermagem em Emergência, Avaliação Neurológica, Escala de Coma de Glasgow, Monitorização Neurológica. Referências bibliográficas: 1. Achury-Saldaña, D., Rojas-Sánchez, F., & Rodríguez-Fernández, A. (2023). Structured communication to improve patient safety: Implementation of ISBAR in emergency care. Journal of Clinical Nursing, 32(7-8), 1421-1430. https://doi.org/10.1111/jocn.16378 2.American Association of Neuroscience Nurses. (2022). Care of the patient with intracranial pressure monitoring or external ventricular drainage. AANN Clinical Practice Guideline Series. https://aann.org 3.Carter, M., & Notter, J. (2023). Neurological assessment in the critically ill patient. British Journal of Nursing, 32(1), 28-36. https://doi.org/10.12968/bjon.2023.32.1.28 4.Teasdale, G., Maas, A., Lecky, F., Manley, G., Stocchetti, N., & Murray, G. (2021). The Glasgow Coma Scale at 40 years: standing the test of time. The Lancet Neurology, 13(8), 844-854. https://doi.org/10.1016/S1474-4422(14)70120-6 5.Wijdicks, E. F. M. (2024). ABCDE approach in neurological emergencies. Critical Care Medicine, 52(2), 225-233. https://doi.org/10.1097/CCM.0000000000005961
- Atuação prática em PCR intra-hospitalar, estudo qualitativoPublication . Marques, Susana Filipa Almeida; Lopes, Teresa SilveiraA atuação encadeada na abordagem a pessoa em situação critica (PSC) em paragem cardio respiratória (PCR) ou em risco de PCR deve ser realizada respeitando uma sequência de atitudes protocoladas, de acordo com os elos da cadeia de sobrevivência definidos pelo Concelho Europeu Ressuscitação (ERC), como pela Associação Americana de Cardiologia transportos nas indicações emanadas pelo Instituto nacional Emergência Médica INEM. Requerem detecção precoce, estabilização, manutenção e recuperação, perante situações que carecem de meios avançados de vigilância, monitorização e terapêutica, prevenindo complicações e eventos adversos. Objetivos: "Enunciar as dificuldades dos enfermeiros a exercer funções em serviço de internamento medico cirúrgico adulto na execução prática dos algoritmos de atuação em PCR intra-hospitalar, especificamente SBV com DAE e SAV, percepcionadas pelos elementos de uma EEMI através dum estudo qualitativo aplicado num hospital do centro pais. Identificar possibilidades de melhoria a implementar para assegurar cuidados de qualidade de enfermagem de acordo com as recomendações e com os padrões de qualidade de enfermagem. Descrever plano de ação a executar para melhoria dos cuidados." Metodologia: "Estudo qualitativo transversal descritivo, em que se desenvolveu a colheita de dados através de entrevistas semi-estruturadas aos elementos da EEMI dum hospital central do pais. Sendo a amostra constituída por enfermeiros e médicos, no ano de 2024, no período de setembro a dezembro. Sendo desenvolvido um guião tipo para servir de guia para as entrevistas, estruturada seguindo as recomendações da ERC, decorrendo as entrevistas no serviço onde os entrevistados exercem funções e no seu tempo de serviço de forma a garantir melhor adesão ao estudo e não influenciar resultados. O conteúdo foi gravado em forma áudio após consentimento informado livre e esclarecido assegurado em cada entrevista. Posteriormente todo o conteúdo foi transcrito, para de seguida ser codificado de P1 , P2, consecutivamente. Tendo essa fase concluída procedeu-se a análise de conteúdo, independente, identificado categorias e subcategorias através da ferramenta digital meetpup. Houve reunião entre os autores de validação de categorias, subcategorias. Até construção final do desenho de investigação. Procedendo em simultâneo a pesquisa bibliográfica para validação dos achados do estudo . Este teve parecer positivo da comissão de ética em julho de 2024 com autorização do CA para implementação do estudo no mês agosto." Apresentação e discussão dos resultados: A utilização de algoritmos aprimorados e atualizados bem como o recurso a meios visuais, surgem como ferramentas que facilitam e relembram a orientação da equipa em cenários de PCR. A EEMI reconhece uma importância significativa em todos os elos, no entanto refere dificuldades na abordagem inicial, no conhecimento e na execução pratica dos algoritmos recomendados Os resultados categorizam a qualidade e perícia na execução prática como decisor na sobreviva do doente. A cadeia de sobrevivência sumária uma sequência de atitudes necessárias para a reanimação com sucesso, o que contribui significativamente para a melhoria dos resultados na assistência às vítimas de PCR. Estes procedimentos sucedem-se de forma encadeada e interligados em que cada elos articula o procedimento anterior com o seguinte. Esta articulação eficaz entre os vários elos e vital para que o resultado final possa salvar vida. A atuação, a familiaridade e prática simulada destes algoritmos permitirá melhoria dos cuidados. Recomenda-se incentivo a formação creditada de Sav a todos os enfermeiros e sbv com dae a todos os profissionais não técnicos de forma a garantir participação ativa e eficaz. Palavras-chave: Enfermagem especializada, reanimação cardiopulmonar, competência clínica, execução prática Referências bibliográficas: "American Heart Association. (2020). Destaques das Diretrizes de RCP e ACE de 2020 da American Heart Association. https://cpr.heart.org/en/resuscitation-science/cpr and-ecc-guidelines European Resuscitation Council, (2021). European Resuscitation Council Guide lines. https://www.cprguidelines.eu/ Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Departamento de Formação em Emergência Médica (DFEM). (2020). Manual de Suporte Avançado de Vida (versão 2.0, 1ª ed.). INEM. https://www.inem.pt/wp content/uploads/2021/02/Manual-Suporte Avancado-de-Vida-2020.pd Ordem dos enfermeiros Colégio da Especialidade de Enfermagem de Médico Cirúrgica. (2017). Padrões de qualidade dos cuidados especializados em enfermagem médico cirúrgica: - na área de enfermagem à pessoa em situação crítica. Lisboa: OE https://www.ordemenfermeiros.pt/media/5681/ponto-2_padroes-qualidade emc_rev.pdf"
- Emergências Oncológicas … Tempo é VidaPublication . Evangelista dos Santos, Maria Júlia; Cunha, Maria Clara Abreu; Felix , Rosanna; Pipa, Cláudia Sofia Xavier; Chaves dos Reis, Maria ElisabeteIntrodução: "Uma emergência oncológica é uma condição clínica potencialmente grave que requer intervenções rápidas fundamentadas em conhecimento técnico-científico e atuação multidisciplinar. A enfermagem tem um papel fundamental no reconhecimento precoce, manejo e assistência integral ao utente oncológico em situação de emergência.(Abrantes et al., 2025). A ausência de resposta imediata ou qualquer falha, pode resultar em óbito ou em sequelas irreversíveis. Sensibilizar e capacitar a equipa de enfermagem é essencial para a qualidade e segurança dos cuidados." Objetivos: Explorar na evidencia científica sobre a capacitação dos enfermeiros para atuação em emergências oncológicas. Metodologia: "Este estudo, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e de carácter de pesquisa narrativa. A pesquisa foi realizada na base de dados: LILACS, Bdenf, CINHAL e PUBMed utilizando os descritores: ""cuidados de enfermagem"", ""emergências” e “Oncologia"". Foram incluídos artigos publicados nos últimos 5 anos, nos idiomas português, espanhol e inglês, com texto completo disponível. Após leitura exploratória e análise dos conteúdos, selecionaram-se os estudos mais relevantes para embasar a discussão sobre a atuação da enfermagem nas emergências oncológicas" Apresentação e discussão dos resultados: As emergências oncológicas representam situações clínicas críticas que podem surgir tanto da própria evolução da neoplasia quanto dos efeitos colaterais dos tratamentos. Entre elas, destacam-se a síndrome da veia cava superior, a compressão medular, a síndrome de lise tumoral, as reações adversas à quimioterapia e a neutropenia febril, todas com potencial risco de vida se não forem reconhecidas e tratadas prontamente. As emergências oncológicas, exigem uma avaliação e intervenção imediatas, é fundamental que a equipe de enfermagem esteja atenta, capacitada e tecnicamente preparada para atuar nessas situações. A identificação precoce e a implementação rápida de condutas clínicas adequadas. contribui para a prevenção de complicações e redução dos riscos de agravamento do estado clínico do paciente.(Lopes et al., 2022) A literatura analisada evidenciou que o reconhecimento precoce das emergências oncológicas por parte da equipe de enfermagem é fundamental para a redução de complicações e mortalidade em pacientes oncológicos. A comunicação eficaz entre a equipe multiprofissional e a aplicação de protocolos padronizados foram apontadas como estratégias que aumentam a eficácia da resposta a essas situações. Conclusões: "O enfermeiro tem um papel crucial na identificação de sinais e sintomas precoce de uma emergência oncológica, como diz Rebecca Martin membro da ONS (Pirschel, 2018). É essencial que os profissionais de saúde tenham conhecimento adequado para enfrentar possíveis urgências oncológicas. A capacitação dos enfermeiros é fundamental para garantir um cuidado eficiente e de qualidade.(Lima et al., 2024). Conclui-se que a valorização da prática baseada em evidências, a implementação de protocolos institucionais e o fortalecimento das políticas de capacitação são estratégias fundamentais para aprimorar a atuação da enfermagem hospitalar nessas situações." Palavras-chave: "-CUIDADOS DE ENFERMAGEM-EMERGENCIAS-ONCOLOGIA" Referências bibliográficas: "Abrantes, A. P., Silva, M. K. B. da, Abrantes, M. R. B., Oliveira, G. S., Souza, A. C. de, & Braga, T. R. O. (2025). ENFERMAGEM NO MANEJO DE EMERGÊNCIAS E URGÊNCIAS ONCOLÓGICAS: REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(5), 2920–2929. https://doi.org/10.51891/rease.v11i5.19207; Lima, T. M., Quental, O. B. de, Medeiros, R. L. S. F. M. de, Mendes, M. A. B., Bezerra, R. B. B., & Bezerra, Y. C. P. (2024). URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS E ONCOLÓGICAS: A ENFERMAGEM E OS SEUS CUIDADOS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 10(10), 2439–2453. https://doi.org/10.51891/rease.v10i10.16128; Lopes, G. M. J., Simino, G. P. R., Rocha, P. R. S., Aguiar, B. R. L., Reis, P. E. D., & Ferreira, E. B. (2022). Cuidados de enfermagem em emergências oncológicas_ revisão integrativa. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro; Pirschel, C. (2018). The nurse’s role in early recognition of oncologic emergencies; Oncology Nursing Society. https://www.ons.org/publications-research/voice/news-views/10-2018/oncology-nurses-role-recognizing-and-addressing"
