Browsing by Author "Vivas, Maria Beatriz"
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- Fungos endofíticos da oliveira (Olea europaea L.) e o seu potencial no controlo da antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum acutatumPublication . Vivas, Maria BeatrizA antracnose da oliveira, conhecida em Portugal por “Gafa” (Colletotrichum spp.), tem grande impacto económico na olivicultura nacional. Em anos em que as condições climáticas sejam favoráveis ao desenvolvimento do fungo, a produção da azeitona e a qualidade do azeite são negativamente afetadas. Para minorar este prejuízo utilizam-se produtos químicos de ação preventiva, pouco eficientes e com impacto ambiental. Neste trabalho pretendeu-se identificar fungos endofíticos, selecionando-se aqueles que apresentaram melhor desempenho como biocontrolos, no combate à “Gafa”. Os isolados dos fungos endofíticos, obtiveram-se a partir de tecidos recolhidos em duas cultivares de oliveira sãs: ‘Galega Vulgar’ e ‘Arbequina’, que fazem parte do campo de pés mães do Departamento de Olivicultura do INIAV, em Elvas. Inocularam-se, entre março e maio de 2022, 960 caixas de Petri, para obtenção de isolados de fungos endofíticos, a partir de ramos, folhas e gomos florais. Selecionaram-se os fungos, que cresceram em maior número e de forma consistente nas amostras: Epicoccum spp., Diplodia spp., Phytophthora spp., Sclerotinia spp., Aureobasidium spp. e Cladosporium spp.. Para comparar e avaliar o desempenho dos fungos endofíticos selecionados, usou-se o coeficiente de inibição (CI) obtido dos testes de antagonismo (Fungo endofítico vs. Colletotrichum acutatum). A análise de variância dos valores de CI, seguido do teste de “Tukey”, demostraram existir diferenças significativas entre esses valores de CI, o que permitiu identificar e selecionar os fungos: Phytophthora spp., Epicoccum spp., Diplodia spp., e Sclerotinia spp., a ser usados como bons biocontrolos. Apesar destes fungos serem estirpes não virulentas para a oliveira, poderão sê-lo para culturas adjacentes e/ou evoluírem para formas patogénicas, pelo que não deverão ser utilizados em formas vivas. Assim, será necessário que se identifiquem os metabolitos produzidos nos extratos dos fungos endofíticos que tenham boas características antifúngicas, para poderem ser utilizados em produtos biológicos curativos e sem impacto ambiental.
