Percorrer por autor "Teixeira, Marta Alexandra Alves"
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- Modelos organizativos e a adesão à vacinação da gripe na população idosaPublication . Teixeira, Marta Alexandra Alves; Cantante, Ana PaulaA gripe é uma das doenças mais frequentes no mundo, atingindo anualmente cinco milhões de pessoas. Tendo uma evolução na sua grande maioria benigna, encontra-se associada à mortalidade prematura em idosos e população de risco (OMS,2019). A vacinação surge como a medida de saúde pública mais importante, e a melhor de defesa contra a forma mais grave da doença. Em 2020, com o aparecimento da COVID-19, os sistemas de saúde no mundo são sujeitos a pressão sem precedentes, com um número elevado de hospitalizações e mortes (OMS,2020). Com o aparecimento da primeira vacina, surgem os centros de vacinação, com o objetivo de vacinar o maior número de pessoas, no menor tempo possível. Por orientação da DGS, desde outubro de 2021, a vacinação contra a gripe, passou a ser efetuada nestas estruturas, sendo a sua administração em conjunto com a vacina contra a COVID-19. O estudo tem como objetivos: “Conhecer o número de pessoas com 65 ou mais anos vacinadas contra a gripe no período anterior e durante a pandemia”; “Perceber como as mudanças da estrutura organizativa na administração da vacina contra a gripe, influenciaram o número de vacinas administradas à população com 65 ou mais anos”. A população em estudo, é constituída por utentes com 65 ou mais anos inscritos num ACeS na Região Norte. Desde 2018 até ao final do primeiro trimestre de 2022, o número de pessoas com 65 ou mais anos aumentaram 12.8%. Em relação às taxas de vacinação, verifica-se um aumento de 47.7% para 62,9%, no período relativo às épocas vacinais de 2018-2019 a 2020-2021. Estes valores estão ainda longe, dos dados divulgados pela SPP que afirmam que na época vacinal 2021-2022, 88.3% das pessoas com 65 ou mais anos, tinha sido vacinada contra a gripe. Estes dados poderão sugerir existir diferença entre as vacinas disponibilizadas e as registadas. Verificamos que 42.4% das vacinas foram administradas fora do SNS. Esta procura tem vindo a aumentar desde 2018-2019, mas foi época 2021-2022 que teve mais impacto. Foi também nesta época, que as vacinas contra a gripe passaram a ser administradas nos CVC. Estes valores poderão ser explicados pelo facto de os utentes que recusam a vacina contra a COVID-19, procurarem outra alternativa ao CVC. Considera-se que os objetivos a que inicialmente propostos foram atingidos. Da análise dos valores obtidos no presente estudo, parecem indicar que os modelos organizativos interferem na adesão à vacinação das pessoas idosas.
